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Cimeira UE: Polónia atrasa consenso na neutralidade carbónica

Cimeira UE: Polónia atrasa consenso na neutralidade carbónica
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A Polónia não bloqueou as conclusões da cimeira da União Europeia sobre a meta da neutralidade carbónica em 2050, quinta-feira, em Bruxelas, mas obrigou a que fosse acrescentada uma linha ao texto onde se diz que um país ainda não se sente pronto a comprometer-se.

Já na madrugada de sexta-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, explicou a falta de unanimidade: "Um Estado-membro, que é a Polónia, não se pôde comprometer hoje com a forma como deve ser implementada essa meta. Assim, decidimos que vamos voltar a debater o assunto em junho do próximo ano".

O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, disse que as negociações foram "muito difíceis". "As conclusões incluem a isenção que queremos que seja incluída no processo legislativo. Isto é, que haja o reconhecimento de que a Polónia alcançará a neutralidade carbónica no seu próprio ritmo", explicou.

Em causa está a grande dependência do país do carvão (80% da energia) e o governo pede à nova Comissão Europeia, liderada por Ursula von der Leyen, para que seja generosa com os fundos europeus para ajudar à transição.

Mas tendo von der Leyen assumido o Pacto Ecológico Europeu como a sua grande prioridade, os ativistas ambientalistas consideram que há demasiados entraves face à emergência das alterações climáticas, tendo a Greenpeace protagonizado um protesto desconcertante na sede do conselho europeu.

Outros dois países de leste, República Checa e Hungria, querem investir em energia nuclear, algo que ficou reconhecido no texto, apesar da oposição da Áustria, Luxemburgo e Alemanha.

"Foi uma batalha longa e difícil", disse a chanceler austríaca, Brigitte Bierlein. "Cada país pode decidir sobre que fontes de energia usar. Para a Áustria, a energia nuclear não é nem segura nem uma fonte sustentável de energia", concluiu.

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