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Desilusão no final da COP25

Desilusão no final da COP25
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REUTERS/Nacho Doce
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A cimeira anual das Nações Unidas sobre o clima terminou este domingo com um ambiente de desilusão. A declaração final do encontro reflete a fraca ambição dos países em combater as alterações climáticas e é pouco ambiciosa nos principais pontos que estavam em debate, como as regras dos mercados internacionais de carbono.

Carolina Schmidt, presidente da Cop25, considerou "triste" não haver um acordo quando “se esteve tão perto".

“O mundo está a olhar para nós e espera soluções concretas, maiores soluções da nossa parte, por isso não estamos satisfeitos. Os acordos alcançados não são suficientes para enfrentar a urgência da crise climática".

Da COP 25 sai o acordo "Chile-Madrid, Hora de Agir". O texto, que foi alcançado com quase dois dias de atraso, apenas estabelece a preocupação e a urgência de ação e uma maior ambição da redução das emissões poluentes.

Para Ola Elvestuen, Ministro do Ambiente da Noruega, é preciso agir de imediato.

“A cimeira acabou melhor do que parecia há uns dias. Mas agora temos de avançar. Temos de aumentar as nossas ambições e temos de avançar à velocidade necessária nesta grave situação em que o mundo se encontra”.

Martin Kaiser, representante da Greenpeace Alemanha, não esconde a desilusão.

"Esta conferência em Madrid é realmente negativa para todo o multilateralismo em matéria de alterações climáticas e cabe agora à União Europeia, com o Pacto Verde, avançar com uma visão clara de uma economia neutra em termos de emissões de carbono".

Entre impasses e atrasos, os representantes dos 200 países que participaram na cimeira prometem metas climáticas mais ambiciosas em 2020.

Também o secretário-geral da Organização das Nações Unidas diz estar "dececionado com os resultados" da COP25.

António Guterres pediu aos participaram do encontro para continuarem a lutar contra a crise das alterações climáticas sem se "renderem".

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