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Hungria: Uma transição pacífica

Hungria: Uma transição pacífica
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Em 1989, Gyula Horn e Alois Mock, os ministros dos negócios estrangeiros da Hungria e da Áustria, apareceram juntos a cortar o arame farpado que separava os dois países. Um gesto simbólico depois de Budapeste abrir as fronteiras para o Ocidente.

Grande parte da transição do comunismo para a democracia na Hungria foi decidida nos bastidores. Para Mark Kramere, historiador, neste processo foi essencial o fim de cláusulas secretas do Pacto de Varsóvia.

“As cláusulas comprometiam a União Soviética a defender com força militar os regimes do Leste Europeu em risco de ameaças internas. Depois de várias semanas de negociações, em março de 1989, o comité central soviético decidiu acabar com esse compromisso”.

A mudança da política soviética foi um fator decisivo em todo o Bloco de Leste e a elite comunista húngara foi uma das mais pacíficas. Os grupos de oposição conseguiram pressionar o governo através de grandes manifestações. O enterro dos antigos mártires da revolução de 1956, incluindo o do antigo primeiro-ministro Imre Nagy, foi um dos momentos emblemáticos da transição.

O escritor András Vágvolgyi B. sublinha a importância desse dia.

“Quando Viktor Orbán fez o seu famoso discurso eu estava ao lado do caixão do Imre Nagy. Olhar nos olhos de centenas de milhares de pessoas, enquanto ouvia aquele discurso, foi obviamente o maior acontecimento da minha vida. Vi uma linha vermelha a ser traçada naquela praça: foi estabelecido um antes e um depois daquele momento".

Em Outubro de 1989, no 33º aniversário da revolução de 56, a Hungria mudou a sua forma de governo: de República Popular para República. Um mês depois, foi realizado o primeiro referendo sobre a eleição do presidente. O assunto criou divisões dentro da oposição e mostrou que o ano da unidade foi apenas um breve momento na história da Hungria.

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