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Reforma das pensões: Oposição e sindicatos criticam obstinação de Macron

Reforma das pensões: Oposição e sindicatos criticam obstinação de Macron
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AP - CHRISTIAN HARTMANN
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O discurso de ano novo de Emmanuel Macron não moderou o braço-de-ferro entre os sindicatos e o governo, numa altura em que a greve nos transportes, que dura há quase um mês, é já a maior paralisação do setor desde 1986/87.

Líderes políticos e sindicais criticam a obstinação do presidente com a reforma das pensões, mas Macron não tenciona recuar e garante que a reforma vai avançar.

A reforma das pensões, com a qual me comprometi perante vós e que é liderada pelo governo, será concretizada", disse.

Emmanuel Macron utilizou três argumentos para convencer: o sistema universal - elemento chave da reforma - trará igualdade social; é preciso responsabilidade para equilibrar, no futuro, o sistema de pensões e o governo terá em conta as especificidades dos trabalhadores com carreiras mais difíceis. Mas não disse uma palavra sobre a reforma aos 64 anos, questão fulcral para os sindicatos e principal pomo da discórdia.

O líder da central sindical CGT, Philippe Martinez, comentou: "Temos a impressão que o presidente está fechado na sua bolha e que considera que está tudo bem no país".

Por seu turno, o líder da "France Insoumise", Jean-Luc Mélenchon, escreveu no Twitter: "Isto não são votos de ano novo, é uma declaração de guerra aos milhões de franceses que recusam a reforma. Todo o resto do discurso é falso e vazio. Falou um extraterrestre".

A líder da direita populista, Marine Le Pen, diz que "uma vez mais", Macron não disse "nada".

O presidente francês quer um compromisso rápido entre o governo e os sindicatos, mas isso parece difícil. As negociações são retomadas na próxima semana e a greve nos transportes promete continuar, com dois terços dos TGV's e três quartos dos comboios regionais parados.

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