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Carlos Ghosn acusa Nissan de provocar "provação" pela qual está a passar

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Carlos Ghosn acusa Nissan de provocar "provação" pela qual está a passar
Direitos de autor  AP Photo/Maya Alleruzzo
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Era uma das conferências de imprensa mais aguardadas dos últimos dias mas acabou como começou, sem novidades.

Carlos Ghosn, antigo patrão da Nissan, não quis esclarecer como fugiu do Japão e limitou-se, grosso modo, a repetir aquilo que já tinha escrito no comunicado enviado aos órgãos de comunicação social após a sua fuga:

"É uma questão política. Há muitas tentativas de apresentar o caso como algo comum de alguém que ultrapassou os limites, mas não. Eu não ultrapassei quaisquer limites. Sou inocente em relação a todas as acusações. Todas", afirmou Ghosn.

O que saiu de novo desta conferência de imprensa foram as acusações lançadas por Ghosn:

"Aprendi que a minha provação, inimaginável, dos últimos 14 meses, é o resultado da ação de indivíduos sem escrúpulos e vingativos da Nissan. Tomei a decisão mais difícil da minha vida. Mas não esqueçamos que eu estava a enfrentar um sistema em que a taxa de condenação é de 99,4%, e, aposto, que esse número é muito maior quando se trata de estrangeiros", adiantou o antigo homem forte do setor automóvel.

Foi uma fuga espetacular e inesperada a do antigo presidente da aliança Renault-Nissan. Carlos Ghosn abandonou Tóquio e o Japão quando aguardava julgamento e estava sob prisão domiciliária, depois de pagar uma fiança. Antes de aterrar em Beirute, a capital do Líbano, passou por Istambul. As autoridades turcas iniciaram uma investigação e detiveram várias pessoas.