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UE acusada de financiar trabalho forçado

UE acusada de financiar trabalho forçado
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A Eritreia, país situado na região do Corno de África, é um dos países mais repressivos do continente, segundo peritos.

No ano passado, a União Europeia financiou um projeto de infraestrutura que foi em parte executado por trabalho forçado, segundo o diário norte-americano New York Times. O artigo defende que Bruxelas não tem forma de acompanhar de perto o projeto que a UE apoiou com 20 milhões de euros.

A decisão causou indignação entre os ativistas dos direitos humanos.

"Para a União Europeia depender do governo para o acompanhamento do projeto, trata-se de algo muito problemático, em particular quando algumas das questões que a UE vai discutir com o governo centram-se em torno da força de trabalho. Como sabemos, o governo deixou claro que vai continuar a depender dos recrutas do serviço nacional", Laetitia Bader, da associação de defesa dos direitos humanos, Human Rights Watch.

O financiamento europeu para o projeto na Eritreia faz parte do Fundo Europeu para África criado para lidar com as causas das migrações.

No entanto, na Eritreia o governo instaurou um sistema de "serviço nacional" obrigatório de duração indefinida que leva os mais jovens, em particular, a fugirem.

Para a União Europeia, as reformas democráticas já não são condição para auxílio financeiro.

"Desde o início do século que a UE fez do apoio à democracia um objetivo nas suas relações com os países africanos, eu diria. E a União Europeia colocou mais ênfase no desenvolvimento dos seus instrumentos para o apoio às reformas democráticas. Mas o contexto para o apoio democrático em África e a nível global é muito diferente porque existe qgora a concorrência de modelos políticos como a China e outros países", explica Christine Hackenesch, do Instituto Alemão de Desenvolvimento.

A Comissão Europeia afirma estar consciente de que o projeto envolveu trabalho forçado mas defende-se dizendo que financiou apenas material e equipamento, e não a força de trabalho.

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