EventsEventos
Loader

Find Us

FlipboardLinkedin
Apple storeGoogle Play store
PUBLICIDADE

França debate reforma da segurança social

França debate reforma da segurança social
Direitos de autor Copyright 2019 The Associated Press. All rights reservedDaniel Cole
Direitos de autor Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Governo e sindicatos franceses discutem financiamento do sistema de pensões. Aumento da idade da reforma e uniformização do sistema dividem-nos.

PUBLICIDADE

Governo e sindicatos franceses estão de volta às negociações. Em cima da mesa está o financiamento da segurança social. França precisa de criar uma reforma, de modo a garantir o equilíbrio a longo prazo do sistema.

Após cinco semanas de greves organizadas pelos sindicatos, o executivo acedeu à ideia proposta por um dos sindicatos de organizar esta conferência de reflexão sobre os meios para alcançar um sistema equilibrado.

De acordo com previsões oficiais feitas em novembro de 2019, o sistema de pensões passaria de uma situação de quase equilíbrio em 2017 para um défice entre 0,3 e 0,7% do Produto Interno Bruto, em 2025.

Projeções que tinham por base um crescimento de 1,3% em França. Ora, tendo em conta esse cenário, estariam em falta nos cofres do Estado entre 8 mil milhões e 16 mil 800 milhões de euros.

Como resolver então o problema?

É aqui que governo e sindicatos se opõem.

O executivo enviou dois projetos de lei aos fundos da segurança social, esta quinta-feira.

Entre as principais medidas estão a criação de um sistema universal de pensões com "obrigação" de garantir "o saldo financeiro deste futuro sistema", a partir de 2022, para a geração de 2004; o governo quer ainda aumentar a idade de reforma dos 62 para os 64 anos, com penalização para reformas antecipadas, algo a que os sindicatos se opõem e esperam conseguir deitar por terra com as negociações.

À saída da conferência, o secretário-geral da União Nacional dos Sindicatos Autónomos (UNSA), Laurent Escure, afirmou que foi pedido "ao primeiro-ministro que desistisse da idade da reforma", sendo essa uma das condições para "criar condições para chegar a um acordo".

Entre as medidas propostas estão também um aumento salarial para professores e investigadores e haver um mínimo de 1.000 euros, a partir de 2022, para quem tiver concluído o número de anos de trabalho estabelecido.

Mas os sindicatos querem mais. A Confederação Geral do Trabalho, um dos principais sindicatos franceses, opõe-se mesmo à totalidade da reforma.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Macron defende reforma das pensões na mensagem de Ano Novo

Macron desloca-se à Nova Caledónia para tentar pôr termo à violência no arquipélago

Polícia francesa mata homem que tentava incendiar sinagoga em Rouen