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Explosão na Catalunha revela preocupações de moradores

Explosão na Catalunha revela preocupações de moradores
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AP Photo/David Oliete - David Oliete
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Apresenta-se como a única produtora de óxido de etileno na Península Ibérica. Agora o complexo petroquímico da IQOXE está no centro de várias interrogações, depois de ter sofrido uma explosão que fez três mortos e sete feridos. A deflagração foi sentida a vários quilómetros de distância.

As chamas consumiram um depósito de óxido de etileno, uma substância altamente inflamável, que pode ser utilizada no fabrico de detergentes, solventes e anticongelantes.

O complexo situa-se numa zona industrial junto a Tarragona, na Catalunha, onde se encontram unidades da Shell e da Cepsa, por exemplo.

Uma das vítimas mortais, um homem de 60 anos, encontrava-se em casa, quando uma "bola de fogo", segundo os relatos, irrompeu pelo edifício. Ao que tudo indica, tratava-se de uma chapa do reator acidentado, com o peso de uma tonelada.

"Se temos o bairro de Torreforta, a cinco quilómetros do local do acidente, atingido por um projétil, imagine-se o que pode acontecer se a explosão for maior... Vivemos ao lado de um barril de pólvora", afirma Ángel Juárez, residente e ativista ambiental.

Ainda não há explicações para o sucedido. Mas há quem relembre que se trata de um setor de atividade que tem registado cortes no número de trabalhadores e turnos mais longos.

Para Ángel Juárez, "o problema é que se tem muito medo da transparência, dos alarmismos, de que as pessoas entrem em pânico, quando, na realidade, o pânico começa quando as pessoas não têm as informações necessárias, quando há falta de credibilidade".

A Proteção Civil ordenou, inicialmente, que ficassem em casa os habitantes de sete municípios, cerca de 300 mil pessoas. Mas não chegou a ser emitido um alerta de acidente químico. O Ajuntamento de Tarragona decretou dois de luto.

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