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Confrontos voltam a Santiago do Chile

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Confrontos voltam a Santiago do Chile
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Os confrontos entre polícias e manifestantes voltaram às ruas de Santiago do Chile.

As autoridades recorreram a canhões de água para dispersar as multidões.

Milhares de pessoas protestaram na capital chilena exigindo que Governo do presidente Sebastián Piñera implemente no país um modelo económico mais justo, com educação e cuidados de saúde gratuitos e de qualidade para todos.

"Não sei porque é que o Governo não dá uma resposta, e é por isso que ainda estamos aqui depois de tantos dias. Já passaram três meses, o Governo não dá nenhuma resposta, e no fundo nunca conseguiremos avançar como país se as pessoas morrerem na sala de espera, se os nossos avós suicidarem porque não conseguem sobreviver, nunca vamos emergir assim. Temos de dar um passo em frente, temos de avançar como país", conta Verónica, uma das manifestantes.

Há três meses, o Chile mergulhou numa crise política e social, despoletada pelo aumento do preço dos bilhetes de metropolitano.

Desde 18 de outubro, os confrontos entre os manifestantes e as forças da autoridade já fizeram 27 mortos e milhares de feridos.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACDH) e a Human Rights Watch denunciaram violações dos Direitos Humanos no país.