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Aleluia de Mozart

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Aleluia de Mozart
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Em 1789, Mozart adaptou a oratória O Messias, composta quase 50 anos antes por Haendel. Uma viagem espiritual que vai estrear na Semana de Mozart, nos dias 24 e 26 de julho, em Salzburgo.

A produção é ousada e vai ser encenada por Robert Wilson, O encenador, coreógrafo, escultor, pintor e dramaturgo norte-americano. O “mestre” do minimalismo.

“O maravilhoso da música de Mozart é que há luz que traz esperança (...) O que posso fazer para dar espaço à música? Se fechar os olhos, começo a ouvir de uma forma mais concentrada. Posso criar algo no palco com os olhos abertos que me ajude a ouvir melhor?"

Rolando Villazón, director artístico, compara a encenação com “uma pintura que mostra várias realidades”.

“Como se andássemos dentro de um quadro enorme, como se entrássemos nele e víssemos como a luz muda" (...) Adoro a versão do Mozart do "Der Messias" e como ele a mudou do Barroco para o período clássico."

Quando, no final do século XVIII, Mozart aceitou a proposta para fazer a adaptação, o "Messias" de Haendel já era um êxito. A oratória foi traduzida para o alemão. O famoso compositor de Salzburgo mudou parte do tom e substituiu alguns instrumentos.

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Para o maestro Marc Minkowski, “o maravilhoso da música de Mozart é que há luz que traz esperança”.

“Mozart escolheu uma orquestra mais sinfónica. E acrescentou luz, como se Van Gogh tivesse pintado a Mona Lisa. Na verdade, como se um pintor adicionasse cores usando harmonias diferentes. É outro mundo, mas continua a ser o Messias de Haendel, sem dúvida”. (...) Temos o Aleluia e depois avançamos para a ressurreição e para a esperança. É uma obra com muitas mensagens filosóficas e é talvez por isso que é tão popular e intemporal”.

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