Última hora
This content is not available in your region

Coronavírus: primeiros repatriados europeus

euronews_icons_loading
Coronavírus: primeiros repatriados europeus
Direitos de autor  Boris Roessler/dpa via AP
Tamanho do texto Aa Aa

Um avião com cidadãos de vários paises europeus fez a primeira aterragem numa base militar de Inglaterra. A maioria eram do Reino Unido e desembarcaram para uma estadia de duas semanas num centro de quarentena. O mesmo avião partiu, depois, rumo a outros países europeus.

Na sequência da confirmação de casos no país, as autoridades britânicas tentam tranquilizar as populações.

O Professor Chris Whitty, responsável pelos serviços médicos em Inglaterra, afirma:

"Sabemos que há uma taxa de mortalidade de 2 por cento - 2 por cento das pessoas morrem. Mas o que isso significa é que 98% das pessoas fica melhor. Com base nas informações atuais, e ainda não é certo, parece que os números mostram uma grande chance de que as pessoas melhorem e muitas pessoas acabarão com doenças relativamente menores".

Um dos franceses apresentava sintomas de coronavírus

A França recebeu esta sexta-feira os primeiros 180 franceses repatriados de Wuhan. Um deles, que apresentava sintomas compatíveis com o coronavírus, foi hospitalizado em Marselha.

Todos os recém chegados vão passar por uma período de quarentena. Vão ficar em unidades, como a que foi criada nas proximidades de Frankfurt, na Alemanha, onde as autoridades preparam todas as condições para receberem os regressados, como refere o ministo para os Assuntos Sociais e Integração do estado do Hesse, Kai Klose: "Aqui, em Frankfurt, estão em vigor os regulametos de saúde internacionais, o que nos obriga a medidas especiais. Temos a infraestrutura necessária para reagir face aos passageiros que cheguem com doenças infeciosas".

Casos confirmados em Itália

O vírus continua a expandir-se. Em Itália também há dois casos confirmados. Dois turistas chineses, originários de Wuhan, que chegaram a Milão há cerca de 10 dias integrados numa viagem de grupo e estão agora a ser tratados numa clínica, em Roma.

Portugueses devem chegar na próxima semana

Entretanto, um A 380, que saiu na quinta-feira do aeroporto de Beja, aguarda em Paris, as autorizações do governo de Pequim para ir buscar cidadãos de diversos países europeus entre os quais 17 portugeses. As autoridades portuguesas ainda não revelaram como está a ser preparada a receção dos 17 portugueses, que se espera cheguem na próxima semana.

São cada vez mais os países a cancelarem as ligações aéreas com a China. A OMS alerta para o facto de a medida se tornar contra-producente, alegando que há o risco de as pessoas tentarem viajar ilegalmente, o que poderá favorecer a propagação da epidemia.