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Ministros da saúde europeus reúnem-se em Bruxelas

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Ministros da saúde europeus reúnem-se em Bruxelas
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Milhares de infetados e um número crescente de mortos, a cidade de Wuhan na China encontra-se no centro de uma emergência sanitária a nível mundial.

Por enquanto, na Europa os impactos têm sido mínimos.

Mas não há sinais de que a crise ainda esteja longe do fim.

"Conhecemos poucos casos confirmados na UE. Mas claro que sabemos que os vírus se podem transmitir facilmente. Temos que continuar vigilantes caso a situação se agrave", adiantou a comissária europeia para a saúde e segurança alimentar, Stella Kyriakides.

As declarações tiveram lugar antes do encontro extraordinário dos ministros da saúde europeus esta quinta-feira em Bruxelas. A mensagem é de que apenas colaborando se podem evitar mais infeções.

"Temos agora necessidade de nos coordenarmos sobre as medidas barreira; como vamos lidar com a chegada de passageiros; a investigação e análise epidemiológica dos casos; a maneira como trabalhamos nos stocks de proteção, equipamentos e máscaras", afirma a ministra da saúde francesa, Agnès Buzyn.

Jens Spahn, o seu homólogo alemão, afirma que ainda há um longo caminho a percorrer.

"Sabemos que não podemos excluír o cenário segundo o qual uma epidemia limitada em termos regionais pode dar lugar a uma pandemia global. Isto pode agravar-se antes de melhorar", afirma o alto responsável alemão.

Em Estrasburgo, alguns eurodeputados exigem controlos fronteiriços mais estritos.

"Para a UE é importante estar coordenada no que diz respeito à capacidade. Será que estamos preparados para lidar com mais casos de quarentena etc? Devemos coordenar as nossas mensagens à população. Temos que adotar um procedimento para quem chegue de fora da Europa para o nosso território. Temos as fronteiras abertas por isso há que manter a mesma abordagem consistente relativamente às fronteiras externas" defende Esther de Lange, eurodeputada holandesa do grupo do PPE.

A prevenção é sempre a melhor cura mas não é necessário perder o sentido de perspetiva.

O repórter da euronews Darren McCaffrey adianta:

"Na Europa ainda ninguém morreu, as taxas de infeção ainda são relativamente baixas em comparação com os milhares que já morreram este ano de gripe. O coronavírus é mau e pode ainda piorar mas o risco permanece baixo e não há razões para pânico.

Para os funcionários e políticos em Bruxelas o desafio é encontrar um equilíbrio entre evitar o alastramento do vírus e os receios de mais infeções.

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