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Grande número de baleias azuis avistado

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Maior animal à face da Terra parece estar em recuperação
Maior animal à face da Terra parece estar em recuperação   -   Direitos de autor  AP Photo/Nick Ut, Arquivo
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Um largo número de baleias azuis foi visto já este ano ao largo das ilhas britânicas Geórgia do sul, na região sub-Antártica do globo.

Onde em 2018 apenas um exemplar tinha sido avistado, agora, em apenas 23 dias, foram descobertas 55 baleias azuis por uma missão de observação da equipa de Pesquisa da Antártica Britânica (BAS, na sigla original).

Em entrevista à Euronews, Martin Collins, da equipa de investigadores que registou os avistamentos, sublinha a importância desta descoberta.

"O número de baleias que foram mortas é impressionante. Só em torno das ilhas Geórgia do Sul foram mortas 40 mil baleias. Não estamos certos da redução total, mas as baleias azuis mantém-se na lista das espécies em perigo porque os números são muito baixos", sublinhou Martin Collins, salvaguaradando que "embora haja um aumento, é ainda muito pouco, quando comparado com o número de baleias azuis capturadas no passado ao largo das ilhas Geórgia do Sul."

Estas ilhas de soberania britânica situam-se numa área muito rica em alimento para os grandes cetáceos.

Centenas de milhares de baleias chegaram a nadar pelas águas em torno das ilhas Geórgia do Sul e Sandwiches do Sul, mas a caça à baleia, intensificada sobretudo no início do século XX, fez cair o número de animais drasticamente.

Com a suspensão da caça à baleia naquela região, em 1966, os grandes cetáceos têm vindo a recuperar os números. Também as baleias de bossa ou baleia jubarte estão a aumentar.

A missão de observação da BAS avistou 790 baleias de bossa ao largo das Geórgias don Sul e os investigadores estimam a presença de 20 mil exemplares desta espécie a aproveitarem a estação para se alimentarem nesta zona protegida.

Quanto às baleias azuis, o maior animal existente no planeta Terra, estima-se atualmente a existência de pouco mais de dois mil exemplares em todo o mundo, mas os investigadores esperam que a espécie continue a aumentar.