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Portugueses e luso-descendentes criticam bloqueio à TAP

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Portugueses e luso-descendentes criticam bloqueio à TAP
Direitos de autor  AP Photo/Matias Delacroix
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A queixa é recorrente entre os milhares de imigrantes portugueses e luso-descendentes que vivem na Venezuela: a decisão de Caracas de interromper por três meses as ligações da TAP com a capital venezuelana piora a situação da população e isola ainda mais o país.

Marlene Vieira é administradora do Clube Português em Caracas:

"Vivemos numa incerteza... As expectativas nunca são cumpridas e agora, isto da TAP é apenas mais um grão de areia nas más coisas que nos estão a acontecer."

Agustino da Silva é o dono do restaurante do Clube:

"Eu penso que é algo que está a acontecer devido à chegada do senhor Guaidó. Penso que o assunto deverá ser resolvido antes de passarem os 90 dias, para bem da comunidade, para nós portugueses, e também para a Venezuela, porque é uma porta de entrada que o país tem desviada com a [situação] com a TAP."

O regime de Nicolás Maduro decidiu bloquear temporariamente as ligações da TAP com a Venezuela, depois do líder da oposição Juan Guaidó ter usado um voo da transportadora aérea portuguesa para regressar ao país, acusando o tio deste de transportar explosivos a bordo.

Uma decisão com uma pesada fatura também para a empresa, como explica o presidente da TAP, Antonoaldo Neves:

"Temos um potencial de 10 milhões de euros de prejuízo este ano, por conta dessa decisão."

Tap e governo português rejeitaram as acusações do regime de Maduro.

Esta quinta-feira, surgiram novas acusações de Caracas, com o ministério público venezuelano a pedir a Portugal que investigue uma suposta "cumplicidade interna" no aeroporto de Lisboa com uma rede de tráfico de drogas a partir da Venezuela.