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Covid-19 aumenta presença na Coreia do Sul e mortos na China

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Coreia do Sul regista subida dramática de casos de infeção
Coreia do Sul regista subida dramática de casos de infeção   -   Direitos de autor  Lee Sang-hak/Yonhap via AP
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A Coreia do Sul parece ser agora o país a centrar maior preocupação devido Covid-19, com o aumento dramático de novos casos de infeção. Mas é na China, epicentro do surto, que o novo coronavírus continua a matar mais, com os número de fatalidades a ultrapassarem já os 2.300.

As autoridades sul-coreanas anunciaram este sábado terem identificado 229 novos casos de infeção no país. É o maior registo diário desde o início da propagação do Civid-19 no país no final de janeiro e aumento o número de casos nacionais para 433.

As autoridades dizem que a epidemia no país entrou numa nova fase. A maior parte dos novos casos foram registados em grupos ou locais específicos nas zonas de Daegu e Cheongdo, no sudeste do país, agora designadas como "áreas de administração especial".

A Samsung Eletronics anuncia já este sábado o encerramento pelo menos até segunda-feira de uma fábrica de telemóveis no sudeste do país depois de um dos funcionários ter sido testado positivo com o Covid-19. O piso onde o trabalhador contaminado operava vai ficar encerrado até terça-feira.

A Coreia do Sul continua no entanto a revelar uma balança largamente positiva entre os pacientes recuperados da doença (17) e as mortes (2).

Navio contaminado no Japão

O navio "Diamond Princess", ancorado no porto de Yokohama, em quarentena devido ao novo coronavírus, continua a ver sair passageiros examinados pelas equipas médicas e considerados saudáveis.

Este sábado, estão a caminho do Reino Unido dezenas de cidadãos britânicos, tal como outros dois australianos também já de regresso a casa. Todos passaram por diversos exames de despistagem do Covid-19 antes de embarcar.

O "Diamond Princess" é o maior foco de infeção fora da China, com mais de 600 casos confirmados, incluindo duas mortes.

Na Austrália, uma equipa de microbiologistas diz ter feito progressos na busca de uma vacina.

Paul Young, um dos investigadores da Universidade de Queens, explica que "os estudos preliminares mostram que a vacina induz a resposta imunológica esperada para justificar a produção numa quantidade pureza suficientes".

O professor diz que a vacina poderá em breve "começar a ser testada em humanos" para "avaliar também se a proteína produzida não provoca efeitos secundários tóxicos ainda desconhecidos."

Incubação pode levar mais tempo

No epicentro do surto, a China anunciou o abrandamento no número de novos casos, registando ainda assim mais 397 pessoas infetadas e mais de uma centena de mortos. A maioria destes novos registos aconteceu na província de Hubei, de onde emanou este novo coronavírus.

O governo local de Hubei revelou entretanto que o período de incubação do vírus pode ser superior aos 14 dias inicialmente referidos. Um homem de 70 anos terá demorado 27 dias entre ser infetado e o momento em que começou a revelar sintomas.

O homem terá estado em contacto com a irmã no dia 24 de janeiro, que estava infetada, e só começou a revelar febre no dia 20 de fevereiro, lê-se nu comunicado do governo regional.

Propagação alastra

Em termos globais, existem mais de 77.800 casos confirmados de infeção por todo o mundo, incluindo 2.360 mortes. A Coreia do Sul, com 346 casos confirmados, incluindo duas mortes, é o país com a maior presença de Covid-19 no território.

O Japão tem apenas 110 casos confirmados em terra, mas há ainda a referir os 634 casos a bordo do navio cruzeiro "Diamond Princess", ancorado em quarentena no porto de Yokohama e registados de forma isolada.

Depois de a França ter sido o primeiro país europeu a registar um caso de infeção e a primeira morte, um cidadão chinês de 80 anos, Itália é agora o país europeu com mais casos confirmados, 29, entre os quais duas mortes e seis pessoas em estado grave.

O Médio Oriente é agora outro ponto de crescente preocupação para a Organização Mundial de Saúde.

A rápida propagação registada no Irão e os casos de infeção registados em Israel e no Líbano estão a causar alarmismo no Iraque e a inquietação pode também alastrar provocando outro tipo de problemas pela região.