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Itália coloca cidades de quarentena para combater coronavírus

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Itália coloca cidades de quarentena para combater coronavírus
Direitos de autor  AFP
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Poucas vezes o recato da noite deixou Codogno tão deserta. Depois de dois cidadãos italianos terem morrido com o novo coronavírus e haver cerca de oito dezenas de pessoas infetadas no país, a ordem, nesta cidade do Norte de Itália, é de ficar em casa.

Nas ruas, o fantasma do vírus está a assustar os habitantes locais, em especial quem, ao longo do dia trabalha com o público. Como Erica, empregada num restaurante, ou Rosa, proprietária de uma farmácia, onde as máscaras de proteção estão esgotadas. Todos receiam o contágio, mas ainda depositam esperança nas autoridades para agir rapidamente e travar a propagação da doença.

As medidas chegaram, este sábado, diretamente do governo central. O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, anunciou um plano nacional de emergência, que coloca os focos de contaminação encerrados para quarentena.

Feitas as contas, uma dezena de cidades, no norte de Itália, fica isolada pelas autoridades. Cerca de 50 mil pessoas foram já convidadas a permanecer em casa e as entradas e saídas das localidades podem ser feitas apenas com uma autorização especial.

A Europa lida como pode com a real ou potencial contaminação do novo coronavírus. Depois de duas semanas de quarentena a bordo do "Diamond Princess", mais de 30 passageiros sem sinal de infeção estão a ser examinados no Reino Unido.

No Japão permaneceram para tratamento hospitalar todas as pessoas infetadas no navio de cruzeiro, de onde vem o primeiro caso confirmado de infeção de um cidadão português, um homem de 41 anos, que fazia parte da tripulação.