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Berlinale passa primeiro filme da era #MeToo

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Berlinale passa primeiro filme da era #MeToo
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Numa empresa controlada por homens, Jane é uma assistente que acaba de chegar ao trabalho de sonho. O sonho depressa se torna em pesadelo em "The Assistant", o primeiro filme da era #MeToo a abordar o tema do assédio.

A longa-metragem marca ainda uma outra estreia, a de Kitty Green na realização de cinema de ficção. A realizadora que até agora tem explorado o universo dos documentários, não quis, no entanto, deixar de trazer um pouco da realidade à narrativa ficcionada.

"Creio que muitos factos no filme já estiveram nas notícias, mas o que quis fazer foi envolver emocionalmente as pessoas para se identificarem com a personagem e por aquilo que está passar, com a esperança de conseguir, a partir de um filme de ficção, mostrar as expressões, os pequenos gestos, os olhares, todas as pequenas coisas que contribuem para um problema cultural, mais do que para uma questão sensacionalista", explica.

Jane trabalha para um homem que nunca chegamos a conhecer. No entanto, ao público são dadas pistas suficientes para estabelecer a comparação com o ex-produtor Harvey Weinstein.

Julia Garner é a atriz que dá vida à protagonista. Apesar de ser a primeira vez que trabalha com Kitty Green, garante que a relação com a realizadora já vem de longe.

"Eu já era fã da Kitty antes do guião me ter sido enviado. Eu nem sabia que ela ia fazer um filme de ficção e já gostava dela desde o "Casting Jon Bonet". Vi-o logo que chegou à Netflix. Portanto, já tinha ouvido falar dela antes. Assim que soube que ia fazer um filme e que recebi o convite disse logo que ia ler o guião e me queria encontrar com ela. Foi fácil".

"The assistant" é exibido na secção Panorama do Festival de Cinema Berlinale até 1 de março.