900 mil civis fogem da província de Idlib, em direcção à Turquia, para escapar aos combates entre rebeldes e as forças do Presidente Bashar al-Assad.
Continuam os ataques às posições dos rebeldes na província de Idlib, na Síria.
Após nove anos de guerra, as forças do Presidente sírio, Bashar al-Assad, apoiadas pela Rússia, não mostram sinais de ceder na missão de recuperar o território.
Mas não são apenas os rebeldes que são atingidos. As tensões aumentaram, este fim de semana, quando mais um soldado turco foi morto num ataque das forças de Assad.
O que desencadeou um conjunto de retaliações contra alvos do regime - retaliações bem vindas pelos rebeldes mas que deterioram grandemente a já muito difícil situação dos civis.
Milhares de refugiados estão a fugir para salvar a vida. Mais de 900.000 homens, mulheres e crianças fogem para o norte, em direção à fronteira entre a Síria e a Turquia
"Esta casa é a décima de onde sou obrigado a sair. Mal nos instalamos, passados um ou dois meses, o bombardeio começa e fugimos, novamente, para outra área. Hoje, mais uma vez, temos de nos mudar. Só Deus sabe onde vamos acabar a seguir," afirma um cidadão sírio.
A maioria dos que fogem de Idlib está a ir para a Turquia mas a fronteira está fechada. Ancara já abriga 3,7 milhões de refugiados sírios e diz que não pode lidar com outra onda de refugiados.
As Nações Unidas alertaram que as operações de combate podem "terminar em banho de sangue" e pediram um cessar-fogo. As tentativas do Conselho de Segurança na semana passada falharam.
Um pai, desesperado, fez uma escada metálica para ajudar as crianças a atravessar o muro da fronteira com a Turquia, caso as forças do regime avancem.
"Não escolhi ir para a Turquia. Para mim, a Síria é mais preciosa do que todo o dinheiro e todos os países do mundo; mas preciso de dormir e de abrigo. Estamos a morar numa barraca mas preciso de um abrigo para mim e para os meus filhos. Tenho de os manter aquecidos, protegidos do frio," revela o pèai sírio.
Logo após a notícia da mais recente baixa turca, o presidente Recep Tayyip Erdoğan anunciou que se vai encontrar com líderes russos, franceses e alemães no próximo mês para discutir a situação em Idlib.
As agências de ajuda humanitária fazem o possível para abrigar os milhares de refugiados. Debaixo de temperaturas congelantes, a maioria está a dormir em tendas, perto da fronteira com a Turquia, enquanto aguardam por uma luz ao fundo do túnel.