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Espanha repudia o tenor Plácido Domingo

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Espanha repudia o tenor Plácido Domingo
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O tenor espanhol, Plácido Domingo, renunciou aos espetáculos no Teatro Real de Madrid e nos outros teatros com datas previstas em Espanha, após as acusações de assédio sexual de que está a ser alvo.

O cantor lírico antecipou-se à direção do Teatro Real que decidira esta manhã anular as suas atuações.

Foi o próprio ministro espanhol da Cultura, José Manuel Rodríguez Uribes, que anunciou que Plácido Domingo não era bem-vindo: "No momento em que ele disse, efetivamente, que se passou o que se passou, acusações com factos graves que afetam numerosas mulheres, decidimos que não aceitávamos a sua presença e comunicámos-lhe".

Foram cancelados os espetáculos também no Palácio da Zarzuela, no Festival Internacional de Música e Dança de Úbeda, na Associação Cultural dos amigos da Música e comissão executiva do Palácio das Artes de Valência decidiu retirar o nome do cantor do seu Centro de Aperfeiçoamento.

De acordo com o relatório do sindicato dos músicos de ópera dos Estados Unidos, as acusações contra Plácido Domingo vão desde tentativas de sedução até propostas sexuais, dentro e fora do trabalho. Haverá testemunhos de cerca de duas dezenas de mulheres.

Após a publicação da investigação, na terça-feira, o tenor pediu perdão "pela dor que possa ter causado", assumindo "toda a responsabilidade" pelas acusações. Mas, numa declaração adicional, corrigiu aquilo que designa como "a falsa impressão" gerada pelas suas desculpas, afirmando que "nunca se comportou de forma agressiva com ninguém e nunca fez nada para obstruir ou prejudicar a carreira de ninguém", pelo contrário, "dedicou grande parte do seu meio século no mundo da ópera a apoiar a indústria e promover a carreira de um sem número de cantores".