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Turquia recusa-se a salvar migrantes nas suas águas territoriais

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Turquia recusa-se a salvar migrantes nas suas águas territoriais
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Com a abertura das fronteiras por parte da Turquia, a Grécia vive uma nova vaga migratória. Em apenas quatro horas, este domingo, cerca de 400 migrantes chegaram às ilhas de Lesbos, Chios e Samos Nesta ilha, a guarda costeira está na linha da frente da gestão desta crise, até porque a distância para a Turquia é muito curta.

"Aqui, no estreito de Mikali, a distância para a costa da Turquia é equivalente a sete estádios. Aliás, este estreito é conhecido como o estreito dos sete estádios, por isso mesmo. Um estádio mede 185 metros, vezes sete faz 1295. É a distância mais curta entre as costas dos dois países", explica a comandante Despina Diakovasili.

No total, 52 navios da marinha grega e da guarda costeira estão a patrulhar o leste do Mar Egeu. Em Samos, as autoridades estão em alerta máximo, à espera da chegada em massa de barcos com migrantes vindos do lado turco.

Segundo o acordo entre a Turquia e a União Europeia, as guardas costeiras da Grécia e da Turquia são obrigadas a cooperar para controlar os fluxos migratórios. Mas a decisão turca de abrir as fronteiras mudou tudo. A comunicação entre as autoridades dos dois países já era difícil. Agora, passou a quase inexistente.

Diz Despina Diakovasili: "Temos um alvo nas águas turcas. Chamamos, por rádio, o navio turco, tentamos alertar imediatamente o outro lado, para que recolha os migrantes enquanto estão do outro lado da fronteira. Mas, ultimamente, eles não respondem e, como resultado, os migrantes atravessam para o lado grego e somos obrigados a recolhê-los".

Já no regresso da patrulha, a tripulação recebeu novas instruções. Vão ter de ficar no mar e prolongar a missão até à manhã seguinte. A guarda costeira está em alerta 24 horas por dia e pode receber a qualquer altura avisos sobre possíveis chegadas de barcos com migrantes.

Milhares de pessoas estão na costa da Turquia à espera de uma oportunidade de embarcarem para a Grécia e para o Eldorado europeu.

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