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Francisco aceita demissão do Arcebispo de Lyon

Philippe Barbarin vai deixar de liderar a diocese de Lyon, em França
Philippe Barbarin vai deixar de liderar a diocese de Lyon, em França Direitos de autor AP Photo/Bob Edme
Direitos de autor AP Photo/Bob Edme
De  Francisco Marques com France Press
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Philippe Barbarin já tinha pedido renúncia quando foi condenado por ocultar crimes de pedofilia e agora, apesar de absolvido, conseguiu mesmo o aval do Papa

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O cardeal francês Philippe Barbarin viu ser aceite pelo Papa Francisco o segundo pedido de demissão do cargo de arcebispo de Lyon, em França.

Após analisar a insistência do líder da igreja católica de Lyon, o Sumo Pontífice acabou por aceder mesmo à vontade de Barbarin de se afastar.

O até aqui arcebispo de Lyon foi absolvido em segunda instância há pouco mais de um mês num processo em que havia sido condenado a seis meses de prisão por ocultar casos de pedofilia na respetiva diocese, nomeadamente os crimes cometidos pelo padre Bernard Preynat.

Há quase um ano, após também ter sido condenado em primeira instância por tentar proteger a igreja ao ocultar os crimes de Preynat, Barbarin endereçou a Francisco um primeiro pedido de demissão, rejeitado pelo Sumo Pontífice pelo menos até à decisão do recurso do cardeal.

Apesar de agora absolvido, Barbarin reiterou o pedido à Santa Sé e desta vez foi atendido. Aos seguidores da diocese de Lyon, deixou uma mensagem pelas redes sociais, agradecendo e um conselho para "seguirem Jesus de perto através de uma igreja servente, fraternal e missionária".

O caso Preynat

Bernard Preynat, que acaba de cumprir 75 anos, confessou os crimes de abuso sexual de mais de 80 menores cometidos entre 1971 e 1991, foi considerado culpado por um tribunal eclesiástico e expulso da Igreja Católica em julho do ano passado, aguardando agora a leitura da sentença por um tribunal penal de Lyon, marcada para 16 de março.

O Ministério Público francês pede oito anos de prisão para o antigo padre e espera fazer jurisprudência com este caso, agravando os crimes de pedofilia e desvalorizando a data em que foram cometidos.

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