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Franceses na luta contra a propagação da COVID-19

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Franceses na luta contra a propagação da COVID-19
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Há uma semana França está em confinamento. As regras rígidas, anunciadas pelo presidente Emmanuel Macron, demoraram algum tempo a entrar na cabeça de uma parte dos franceses, até porque o Sol espreitou por terras gaulesas, durante alguns dias. Hoje, e entre a angústia e alguma apreensão com toda a estranha calma, paz, nas cidades, a maioria das pessoas está em casa e a vida mudou totalmente.

Uma francesa diz que isto lhe lembra os filmes da Segunda Guerra Mundial, quando as pessoas se escondiam em bunkers para se proteger das bombas. As imagens de cidades fantasmas filmadas por um qualquer realizador. Acrescenta que é uma guerra sem guerra. Não uma guerra com soldados. É uma guerra contra um inimigo invisível. Invisível e para muitos assustador e que amedronta.

Para vencer este desafio os franceses só estão autorizados a sair de casa se obrigados a continuar a trabalhar, ou para ir à farmácia, comprar comida ou exercitarem-se. Sempre munidos de uma declaração que ateste o motivo pelo qual são obrigados a sair do confinamento.

Nos supermercados, e quando há muitos clientes apenas um grupo restrito de pessoas é autorizado a entrar. Pelo que pode ser necessária paciência até chegar a sua vez. E quando lá dentro é preciso respeitar as regras de distanciamento, ainda que isso não seja suficiente para tranquilizar aqueles que são obrigados a trabalhar nestes estabelecimentos.

O facto de estarem saudáveis faz com que estejam aptos para continuar a exercer as suas funções, é pelo menos isso que explica uma funcionária que preferiu manter o anonimato. O medo existe mas não pode vencê-la.

A vida continua e França prepara-se para um aumento nos casos da Covid-19. Há especialistas que reconhecem, ainda que sem grande precisão científica, que a curva pode atingir o seu pico em abril. O que, provavelmente, forçará o governo a estender o bloqueio para além do período original de 15 dias.

No sábado passado, o ministro da saúde gaulês falava destas questões. Sobre o facto de os franceses terem dúvidas, e se questionarem, sobre o tempo que deve durar o confinamento, e de colocarem também essas questões ao governo. Perguntas para as quais o executivo não tem resposta e, por isso, elas fora enviadas ao Conselho Científico e espera-se uma resposta.

Mesmo com questões centrais em aberto, as autoridades francesas estão certas de uma coisa, de que este é apenas o começo de uma crise que sabem pode colocar a economia do país numa grave situação, mas salvar vidas é a "a principal prioridade".

A prioridade do governo e dos profissionais de saúde. Para os franceses tem de ser prioritário evitar passeios, para impedir a propagação do vírus. Por esse motivo, está a ser pedido aos franceses que permaneçam vigilantes e disciplinados para que possam retomar as suas vidas, um simples passeio no parque, por exemplo, num futuro próximo".