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Itália ultrapassa os 10.000 mortos por causa da pandemia de Covid-19

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Hospitais em Itália estão a necessitar de "cuidados intensivos"
Hospitais em Itália estão a necessitar de "cuidados intensivos"   -   Direitos de autor  Claudio Furlan/LaPresse via AP
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Itália voltou a ter um dia trágico na luta contra a pandemia de Covid-19 com o registo de mais 889 mortes em apenas 24 horas associadas ao novo coronavírus. O fardo elevou a contagem global de óbitos no país para mais de 10.000.

O número de infetados em Itália subiu em quase mais 6.000, uma taxa de 7% face ao registado na sexta-feira. O número total de infeções registadas no país subiu para 92.472, havendo atualmente 70 mil casos ainda ativos e mais de 12 pessoas já recuperadas na doença.

Segundo país no mundo com mais mortes associadas à Covid-19 (5.826), Espanha decidiu ampliar o período de recolhimento obrigatório pelo menos até 09 de abril, alimentando para já a esperança de uma boa parte de quase 50 mil espanhóis celebrar fora de casa o fim de semana de Páscoa 510-12 de abril).

Durante o anuncio do prolongamento do isolamento social, este sábado a noite, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez especificou: "Todos os trabalhadores em atividades não essenciais terão de ficar em casa durante as próximas duas semanas como fazem ao fim de semana."

Nas contas globais, os registos da Universidade Johns Hopkins revelam quase 660 mil casos de infeção em todo o mundo e mais de 30 mil mortes associadas à Covid-19.

Universidade Johns Hopkins
Atualizado às 23 horas de 28 de março de 2020Universidade Johns Hopkins

Um terço das mortes aconteceu em Itália. Espanha aproxima-se rapidamente das seis mil e na China, onde tudo começou no final de dezembro, morreram quase 3.300 pessoas.

Mesmo no número de casos o território chinês já foi curiosamente ultrapassado pela Itália e largamente pelos Estados Unidos, o primeiro a ultrapassar a fasquia dos 100.000 casos. Já são aliás 122.000 casos de infeção registados nos EUA.

Bergamo, na Lombardia, região italiana mais atingida pela pandemia, prepara-se para passar a ter agora um dos maiores hospitais do país.

Está em fase de acabamentos um novo hospital de campanha, construído em menos de uma semana com a ajuda de militares e onde vão poder ser assistidos mais de 230 pacientes com Covid-19. Uma pequena ajuda numa das cidades mais afetadas da Europa, com mais de 8.000 casos de infeção.

Em França, primeiro pais da Europa a conhecer a Covid-19, continua a transferência aérea de pacientes em estado grave. Para este fim de semana está prevista uma das maiores operações de transporte entre o nordeste do pais e o sudoeste.

Estas transferências acontecem numa altura em que França ja ultrapassou a fasquia dos 2.300 mortos associados à pandemia. Mas o balanço deve agravar-se bastante mais quando começarem a contabilizar na próxima semana os óbitos ocorridos fora de hospitais.

A julgar pelo que tem acontecido em lares de idosos de Portugal, Espanha e Itália, teme-se um enorme salto nas fatalidades francesas.

No Reino Unido, por fim, já morreram mais de um milhar de pessoas. Há quase 16 mil infeções ativas e um estudo a alertar que a taxa de sobrevivência nos cuidados intensivos britânicos é de apenas 50%. O primeiro-ministro Boris Johnson já faz parte da lista de infetados britânicos.