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Donald Trump e OMS "de candeias às avessas"

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Donald Trump e OMS "de candeias às avessas"
Direitos de autor  AFP
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As atenções do mundo inteiro podem estar centradas no combate à pandemia de covid-19 mas os principais atores ainda encontram tempo para uma intriga política. De um lado a Casa Branca, do outro a Organização Mundial da Saúde, no centro da polémica, a China.

Mais concretamente a desvalorização dos riscos da covid-19 nos primeiros tempos da epidemia. A mudança de rumo de Pequim motivou elogios da OMS, com o diretor-geral a agradecer pessoalmente a Xi Jinping, mostrando-se orgulhoso das medidas de saúde públicas tomadas.

Tedros Adhanom foi mesmo ao ponto de destacar o compromisso político e a liderança pessoal do Chefe de Estado chinês no combate ao vírus.

Estávamos no fim de janeiro, ainda Donald Trump dava pouca importância publicamente ao problema. Ainda assim suspendeu as viagens entre Estados Unidos e China, uma medida criticada então pela OMS.

A medida revelou-se impotente e o agravar da situação nos Estados Unidos levou Trump a multiplicar as críticas a Pequim e à OMS. O auge estava guardado para esta terça-feira, com o corte norte-americano ao financiamento do organismo da ONU.

As críticas à Casa Branca surgiram de vários quadrantes, para o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, não havia justificação para esta decisão numa altura em que a OMS era mais necessária que nunca e precisávamos de unir esforços.

Entretanto a situação na China parece controlada, enquanto no s Estados Unidos o número de mortes aumenta vertiginosamente. Para a oposição, Trump está apenas a apontar o dedo para não assumir as próprias culpas no cartório, numa crise que seria menos grave se o país tivesse seguido as recomendações da OMS.