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O caminho de regresso à normalidade

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O caminho de regresso à normalidade
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Apesar da ameaça da covid-19 continuar a ser bem real, na Europa já vão sendo feitas as primeiras tentativas para regressar à normalidade, mesmo nos países mais afetados. Em Itália parte do comércio já reabriu e em Espanha já regressaram ao trabalho alguns setores considerados não-essenciais.

Para evitar desequilíbrios, a Comissão Europeia tenta agora coordenar uma estratégia comum para superar a crise. De acordo com Antoni Plasència, Diretor-geral do Instituto de Saúde Global de Barcelona, "precisamos de intervenções partilhadas e baseadas em factos e de uma abordagem solidária às necessidades não só de cada país mas também da União Europeia como um todo."

Em alguns países, como a Dinamarca, os estabelecimentos de ensino já voltaram a abrir as portas mas os especialistas aconselham cautela.

J. Scott Marcus, do grupo de reflexão Bruegel, sublinha que "têm de estar reunidas algumas condições. Primeiro, uma tendência dos números para baixar. Em segundo lugar, é preciso capacidade de resposta para eventuais picos que possam surgir sem ameaçar as pessoas que já têm a vida em risco. E em terceiro, é necessário ser feito um rastreamento de dados de uma forma sensível, capaz de proteger a privacidade dos consumidores de uma forma equilibrada."

O regresso à normalidade representa um risco e pode resultar num novo aumento nos novos casos, pelo que é importante fazê-lo de forma gradual.

Para a investigadora Claire Standley, "um dos principais objetivos do levantamento das restrições é assegurar que não existe um crescimento rápido de novas infeções que coloque em causa os serviços de saúde e deite por terra todo o bom trabalho que tem sido feito na contenção do vírus. Prudência é a chave, monitorizar o número de novos casos e testar, testar, testar. Este tipo de medidas de saúde pública serão fundamentais para avaliar o impacto do levantamento de restrições à medida que isso acontece de forma gradual e estratégica."

A viagem rumo à recuperação prevê-se longa e ainda nem sequer existe a certeza sobre qual o melhor caminho a seguir. Seja como for, as restrições à livre circulação a que estávamos habituados na Europa deverão estar entre as últimas a ser levantadas.