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Continuam os confrontos nos arredores de Paris

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Continuam os confrontos nos arredores de Paris
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Aumenta a tensão nos subúrbios de Paris, onde os residentes acusam a polícia de usar a força com o pretexto de fazer cumprir as regras de confinamento

Na noite desta quarta-feira, 13 pessoas foram detidas. O ministro do Interior francês diz que os distúrbios estão controlados mas reconhece que estão a alastrar.

A atual onda de violência começou no início da semana, depois de um motociclista de 30 anos chocar com um carro da polícia descaracterizado.

No hospital, o motociclista pediu calma mas os residentes dos bairros dos arredores da capital francesa dizem, apesar de rejeitarem o aumento da violência, que “a intimidação e a humilhação duram há demasiado tempo”.

Mohsen Troudi vive no bairro de Villeneuve-la-Garenne e conta que um vizinho foi baleado oito vezes porque recusou ser controlado por uma operação policial. Mohsen diz que a comunidade quer ter os mesmos direitos no país da igualdade e fraternidade mas sente que não é tratada como igual. “Quem vive nos subúrbios violentos é um cidadão de segunda classe e o mesmo acontece com os árabes, negros ou muçulmanos”.

As regras de confinamento em França contribuíram para aumentar a tensão entre os subúrbios e as autoridades estatais. A vida em alguns dos distritos mais pobres nunca foi tão difícil. Os bancos alimentares multiplicaram-se e há pessoas que pedem ajuda nestes locais pela primeira vez

Olivier Klein, o presidente da câmara de Clichy-sous-Bois explica que nos bairros mais pobres a crise de saúde pública provocou uma crise social. Considera que o país talvez não tenha conseguido antecipar o impacto.