Brasil regista mais de mil mortes em 24 horas por Covid-19

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De  Nara Madeira com AP, AFP
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Brasil ultrapassa, pela primeira vez, barreira das 1000 mortes diárias por Covid-19. Câmara dos Deputados decidiu que o uso de máscaras passa a ser obrigatório.

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A Câmara dos Deputados brasileira aprovou a obrigatoriedade do uso de máscara, em todo o país, em espaços "públicos e privados acessíveis à população" e enquanto durar a pandemia da Covid-19.

Uma decisão tomada quando o país ultrapassou, pela primeira vez, a barreira das 1000 mortes diárias. O país registou, em 24 horas, 1.179 óbitos e 17.408 novos casos de infeção.

O pior dia para o Brasil e que o coloca no terceiro lugar entre os que apresentam mais pessoas contaminadas, deste o início da propagação do vírus no país. Há mais de 147 mil pessoas atualmente infetadas. O país soma, deste o início desta crise, quase 18 mil mortos, de acordo com dados oficiais.

São Paulo, o estado mais rico e populoso do país, é o mais afetado pela doença, com quase 66 mil casos, desde que o vírus chegou ao Brasil, e 5.147 mortes.

O Rio de Janeiro é o segundo estado onde a situação é mais grave, mas no do Amazonas ela também está a piorar. De acordo com as autoridades de Saúde locais houve um aumento de casos fora da capital, Manaus, superando agora o total registado nesta cidade. A região da Amazónia brasileira tem agora mais de 22.000 casos da Covid-19 e quase 1500 óbitos.

Enquanto se espera pelo pico da pandemia, que está previsto aconteça no início de junho, os serviços públicos, incluindo os estaduais e as empresas que estão autorizadas a funcionar durante este período, e em caso de atendimento ao público, deverão fornecer máscaras aos seus funcionários. Está também previsto a disponibilização de máscaras às populações consideradas economicamente vulneráveis. Uma decisão tomada, também pela câmara dos Deputados.

Apesar de a situação ser dramática, e de o país estar a contratar mais médicos cubanos porque o setor da Saúde está em colapso, o presidente Jair Bolsonaro, que descreveu a doença como uma "gripe", continua a fazer campanha contra as medidas de quarentena e isolamento social, implementadas em vários estados.

Editor de vídeo • Nara Madeira

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