ONU reitera apoio ao Ministério da Saúde de Angola contra a covid-19

João Lourenço, presidente de Angola
João Lourenço, presidente de Angola Direitos de autor Andrew Caballero-Reynolds/AFP or licensors
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De  Euronews com Lusa
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A recomendação faz parte de um relatório da ONU, que apela ainda à proteção das micro, pequenas e médias empresas.

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A Organização das Nações Unidas (ONU) defende a continuidade do apoio ao Ministério da Saúde de Angola para fazer face à pandemia da covid-19.

A recomendação consta da terceira edição da Análise da ONU do Impacto Socioeconómico da pandemia Covid-19 em Angola, a que agência Lusa teve hoje acesso.

O documento salienta a necessidade de reforço da cadeia de abastecimento de produtos de saúde e seus canais de distribuição, bem como o apoio à rápida mobilização e formação de profissionais de saúde, além da observância de medidas de segurança para a sua proteção e das suas famílias.

O estudo constata que a resposta à pandemia provocada pelo novo coronavírus começa a afastar os recursos para o sistema sanitário das pandemias em curso, demonstrado pela necessidade de uso das plataformas de laboratório do VIH e da tuberculose, com recursos limitados para a testagem da covid-19.

Relativamente à situação das empresas, a análise recomenda que o país precisa de acelerar a implementação da agenda das reformas, para facilitar um modelo de crescimento “mais orientado para o setor privado e um ambiente de negócios mais favorável”.

Para a ONU, o Governo angolano precisa continuar a promover o registo e formalização das atividades económicas informais e consequentemente facilitar o acesso delas às medidas de mitigação da covid-19, ao crédito ou aos esquemas de incentivo fiscal.

Na análise, a ONU aconselha a manter medidas compatíveis com os padrões de segurança sanitária para garantir a continuidade da atividade económica, incluindo micro, pequenas e médias empresas, mercados informais e pequenos agricultores, para manter funcional a cadeia de abastecimento de alimentos.

Angola regista 71 infetados pelo novo coronavírus e quatro mortos.

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