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Plano de recuperação da UE debatido em cimeira a 19 de junho

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Plano de recuperação da UE debatido em cimeira a 19 de junho
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Falava-se num Plano Marshall, como o que se investiu na Europa depois da Segunda Guerra Mundial, e o novo poderá ser dotado de 750 mil milhões de euros.

É inovador porque será financiado com uma emissão de dívida europeia, o que muito agradou a mais de uma dezena de países da União Europeia, sobretudo no sul, face aos impactos da pandemia.

"Esta é a terceira crise consecutiva numa década e era absolutamente necessário ter uma reação diferente daquela que foi dada às crises anteriores, tanto a financeira como a dos refugiados", disse Enrico Letta, ex-primeiro-ministro de Itália.

"Penso que esta proposta ousada está ao nível daquilo que fez o ex-presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, na política monetária, há oito anos. Estamos num momento de viragem e é muito importante fazer uma boa implementação", acrescentou.

Cimeira a 19 de junho

Os governos dos Estados-membros deverão reunir-se numa cimeira, a 19 de junho, mas até lá haverá muita negociação nos bastidores, sobretudo para convencer os países mais conservadores do ponto de vista orçamental.

São conhecidos pelo nome de "frugais", localizam-se, sobretudo, no norte europeu e não apreciam a ideia de subvenções a fundo perdido, preferindo empréstimos com condições claras.

"A Suécia adotou uma linha diferente no combate à Covid-19, mas economicamente está, praticamente, no mesmo barco. Entendo a posição do governo, mas a verdade é que a situação é grave. O que acontece em Itália e em Espanha vai ter repercussões na Dinamarca e na Suécia. No final, acabarão por chegar a acordo", afirmou Alexander Stubb, ex-primeiro-ministro da Finlândia.

Mergulhada na pior recessão da sua história com uma quebra de 20% do PIB depois de dois meses de paralisação quase total, a União tenta encontrar reposta à altura das expetativas dos seus 450 milhões de cidadãos.