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Governo acusado de preferir acionistas da Renault aos trabalhadores

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De  Francisco Marques com France Press
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Fabricante automóvel anunciou plano de poupança com 15 mil despedimentos, recebeu empréstimo de €5 mil milhões do Estado, mas não travou fecho da fábrica de Choisy-le-Roi

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Centenas de pessoas, incluindo trabalhadores, habitantes e autarcas, manifestaram-se este sábado contra o encerramento anunciado da fábrica da Renault em Choisy-le-Roi, uma pequena comuna dos arredores de Paris.

A decisão manteve-se mesmo após um empréstimo de €5 mil milhões do Estado à empresa, o que motivou acusações ao governo de preferir os acionistas aos trabalhadores.

O fecho da fábrica e a transferência da respetiva operação faz parte do plano da empresa de poupança de €2 mil milhões em três anos e que vai implicar também o despedimento mundial de 15 mil trabalhadores, dois quais 4.600 em França.

A fábrica de Choisy-le-Roi será a única das 14 da Renault em França que está previsto ser encerrada. A atividade daquela unidade, fundada em 1949 e que integra 260 trabalhadores, deverá ser deslocada cerca de 60 km para a fábrica de Flins, em Yvelines.

"Não nos mudamos", era uma das mensagens que se podia ler nos cartazes empunhados nesta manifestação pelos sindicalistas da Força Operária, a principal força sindical representada na fábrica.

A empresa viu-se fortemente atingida pela crise este ano, com o anúncio em fevereiro das primeiras perdas em 10 anos, e a situação agravou-se com a propagação em março da pandemia de Covid-19.

O Estado francês, com cerca de 15% de participação na empresa, decidiu abrir uma linha de crédito de €5 mil milhões para ajudar a Renault, mas não conseguiu evitar o encerramento da fábrica de Choisy-le-Roi.

"Favoreceram os acionistas", acusou Philippe Martinez, secretário-geral da CGT e funcionário da Renault, considerando que "esse dinheiro (do Estado) deve ser usado para manter os empregos e desenvolve-los".

Para o presidente da câmara, "não pode ser uma contrariedade a justificar o apagar de 70 anos de história".

"São 70 anos de uma fábrica que é património histórico, cultural, social e económico da região de Ile-de-France", sublinhou o autarca Didier Guillaume.

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