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Vigília em Paris pela morte de George Floyd

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Vigília em Paris pela morte de George Floyd
Direitos de autor  AP Photo/Francois Mori
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A Place de la République, em Paris, ficou mergulhada em oito minutos e 46 segundos de silêncio. Foi o tempo que George Floyd passou debaixo do joelho do polícia Derek Chauvin, em Mineápolis, nos Estados Unidos, antes de morrer.

Esta vigília lembrou que os casos de racismo e violência policial também acontecem em França e foi organizada pela SOS Racisme.

“Em França tivemos os casos de Adama Traoré, Lamine Dieng, Ziad Bouna. Não estamos isentos no que está a acontecer", diz Saphia Ait Ouarabi, vice-presidente desta associação.

Os manifestantes fizeram um paralelo entre a morte de Floyd e a de Adama Traoré, um negro de 24 anos que morreu sob custódia policial há quatro anos.

O caso Floyd relançou o debate sobre a violência perpetrada por aqueles que supostamente deveriam proteger o cidadão.

"Ouvimos na televisão e noutros meios os políticos e muitas pessoas dizer que é um problema de "certos indivíduos", de ovelhas ranhosas que devem ser eliminadas. Tenho a impressão de que - nesta escala - não se trata de um problema de ovelhas ranhosas. Se está a acontecer em todos os países, em diferentes regiões... é porque há um problema no sistema, na forma como o Estado funciona", diz um manifestante.

O Ministro do Interior francês Christophe Castaner anunciou que a imobilização por asfixia, como foi usada em Floyd, seria proibida na polícia francesa e prometeu "tolerância zero" para o racismo e para os abusos na aplicação da lei, mas muitos dos que saíram à rua pedem mudanças ainda mais profundas.

Ouviu-se "We shall overcome", o canto gospel de Pete Seeger que se tornou num símbolo da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, nos anos 60.

A morte de Floyd, no dia 25 de maio, desencadeou manifestações contra o racismo e contra a violência policial que se espalharam por todo o mundo. Os organizadores esperam que essa onda de protestos traga mudanças reais.