Vigília em Paris pela morte de George Floyd

Vigília em Paris pela morte de George Floyd
Direitos de autor AP Photo/Francois Mori
De  Ricardo FigueiraAnelise Borges
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Organização pertenceu à associação SOS Racisme, que lembrou casos semelhantes ocorridos em França.

PUBLICIDADE

A Place de la République, em Paris, ficou mergulhada em oito minutos e 46 segundos de silêncio. Foi o tempo que George Floyd passou debaixo do joelho do polícia Derek Chauvin, em Mineápolis, nos Estados Unidos, antes de morrer.

Esta vigília lembrou que os casos de racismo e violência policial também acontecem em França e foi organizada pela SOS Racisme.

“Em França tivemos os casos de Adama Traoré, Lamine Dieng, Ziad Bouna. Não estamos isentos no que está a acontecer", diz Saphia Ait Ouarabi, vice-presidente desta associação.

Os manifestantes fizeram um paralelo entre a morte de Floyd e a de Adama Traoré, um negro de 24 anos que morreu sob custódia policial há quatro anos.

O caso Floyd relançou o debate sobre a violência perpetrada por aqueles que supostamente deveriam proteger o cidadão.

"Ouvimos na televisão e noutros meios os políticos e muitas pessoas dizer que é um problema de "certos indivíduos", de ovelhas ranhosas que devem ser eliminadas. Tenho a impressão de que - nesta escala - não se trata de um problema de ovelhas ranhosas. Se está a acontecer em todos os países, em diferentes regiões... é porque há um problema no sistema, na forma como o Estado funciona", diz um manifestante.

O Ministro do Interior francês Christophe Castaner anunciou que a imobilização por asfixia, como foi usada em Floyd, seria proibida na polícia francesa e prometeu "tolerância zero" para o racismo e para os abusos na aplicação da lei, mas muitos dos que saíram à rua pedem mudanças ainda mais profundas.

Ouviu-se "We shall overcome", o canto gospel de Pete Seeger que se tornou num símbolo da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, nos anos 60.

A morte de Floyd, no dia 25 de maio, desencadeou manifestações contra o racismo e contra a violência policial que se espalharam por todo o mundo. Os organizadores esperam que essa onda de protestos traga mudanças reais.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Polícia encontra mais de 60 quilos de canábis em casa de autarca francesa

Polícia francesa expulsa dezenas de migrantes de Paris a quase 100 dias dos Jogos Olímpicos

Encontrados restos mortais do pequeno Émile