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França proíbe estrangulamento com joelho

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França proíbe estrangulamento com joelho
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Até agora era possível que um polícia francês imobilizasse um agressor com um joelho no pescoço. A técnica que levou à morte de George Floyd, em Minneapolis, nos Estados Unidos, foi erradicada do código de atuação da polícia em França.

Christophe Castaner, ministro do Interior, explica que tomou a decisão "porque ninguém deve arriscar a vida durante uma detenção". Castaner garante que "o método de agarrar pelo pescoço, conhecido como estrangulamento, será abandonado e não voltará a ser ensinado nas escolas de polícia" por ser um método perigoso.

Polícias e guardas franceses vão até estar proibidos de se apoiarem na nuca ou no pescoço de um detido durante uma imobilização no chão.

Governo francês declara tolerância zero contra o racismo

Sem usar o termo "violência policial", por considerar que é uma ofensa ao papel e ao propósito das forças de segurança, o ministro francês do Interior pede punições exemplares. "Exigi também que seja determinada uma suspensão para cada suspeita provada de racismo por actos ou palavras. Quero que os processos disciplinares sejam acompanhados em paralelo por processos criminais," afirmou Castaner.

A morte de George Floyd, nos Estados Unidos, desencadeou uma série de manifestações também em França contra a violência policial. Protestos que levaram o presidente, Emmanuel Macron, a pedir ao Governo para acelerar a apresentação de medidas para melhorar a atuação da polícia.

Em 2019 foi aberto um número recorde de inquéritos judiciais à atuação da polícia francesa. Quase 1500 processos e mais de metade relacionados com violência policial e com as manifestações dos coletes amarelos.