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Farage denuncia situação migratória no Canal da Mancha

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Farage denuncia situação migratória no Canal da Mancha
Direitos de autor  Matt Dunham/Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved.
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Imagens que mostram o desespero de migrantes a atravessar o Canal da Mancha na esperança de chegar ao Reino Unido são cada vez mais frequentes. Neste momento, o número de travessias está próximo do total registado em 2019.

Nigel Farage, o líder o partido do "Brexit", surpreendeu, recentemente, uma embarcação com mais de 20 pessoas, entre elas crianças, quando se encontrava a filmar com um repórter de imagem na fronteira entre as águas territoriais britânicas e francesas. Disse que o objetivo foi provar que os barcos franceses estão a escoltar botes para a costa de Kent.

"Consegui filmar, com muita clareza, o que se estava a passar. Fi-lo uma primeira e uma segunda vez e continua a acontecer. Naturalmente, tenho insistido e questionado o ministério da Administração Interna sobre o que se está a passar, atendendo a que se deu dinheiro a França neste quadro. Começamos a ver uma operação que se parece com o Mediterrâneo há alguns anos atrás. Julgo que se tivermos um verão relativamente calmo, veremos muitos milhares de pessoas a chegar", sublinhou Farage, em entrevista à Euronews.

O Governo responde que ao abrigo da lei internacional é essencial preservar vidas e que, em alguns casos, os migrantes recusam entrar em barcos franceses. Se for esse o cenário, são acompanhados, para garantir a segurança.

Angela Barnes, Euronews - Desde que começou o confinamento, a 23 de março, mais de mil migrantes chegaram a território britânico em pequenas embarcações. Muitos são crianças que viajam sozinhas. Os trabalhadores humanitários dizem que não será de admirar se assistirmos a um aumento, atendendo ao que o surto do novo coronavírus agravou a situação nos campos de refugiados, com muitas pessoas desesperadas para encontrar terreno seguro.

As organizações de apoio aos refugiados referem que o governo gastou muito dinheiro a fortalecer o porto de Calais e que essa é a razão do aumento do número de travessias.

"No passado, os jovens podem até ter chegado na parte detrás de camiões, mas agora recorrem a botes para atravessar o Canal da Mancha. É uma viagem muito perigosa. Gostaríamos que o Governo tratasse dos documentos no lado francês, para que pudessem ter transporte seguro e fazer, depois, o pedido de asilo", refere Bridget Chapman, da Kent Refugee Action Network.

Por agora, o executivo britânico diz estar a trabalhar "incansavelmente com os parceiros franceses", para impedir que mais pessoas arrisquem a vida e para colocar termo à criminalidade nos bastidores das travessias.