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Violeiros de Cremona lutam contra concorrência chinesa

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Violeiros de Cremona lutam contra concorrência chinesa
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Cremona, a localidade natal de Stradivarius, em Itália, é um verdadeiro laboratório para violeiros de todo o mundo. As oficinas de violino parecem estar por toda a parte.

Trabalhando à sombra dos grandes mestres, os violeiros de Cremona lutam para manter a tradição, numa época complicada, com um mercado em retração e a concorrência estrangeira.

Stefano Conia, tem 74 anos e é um dos mais antigos violeiros de Cremona. Conta que continua a fabricar violinos pois se não conseguisse fazê-los a sua vida estaria acabada. Continua a ir à oficina todos os dias.

Hoje em dia, são poucos os violeiros originários da localidade. Grande parte dos violeiros que trabalham em Cremona, são estrangeiros. Muitos vieram estudar na Escola Internacional de Violino da cidade e aqui permaneceram.

Marco Nolli conta que, tal com ele, apenas 10% dos violeiros da cidade são cremonenses, cerca de 30% são italianos.

Destas oficinas saem verdadeiras obras de arte e como tal, os preços ultrapassam os 25.000 euros, embora haja instrumentos de boa qualidade a ser vendidos por cerca de 10.000...

No entanto, por cerca de 200 euros ou menos, é possível comprar um violino chinês, um arco e um estojo, como salienta a violeira francesa Bénédicte Friedmann.

"A grande diferença entre os violinos produzidos na China e os fabricados em Cremona é a seguinte: os chineses são a combinação de várias mãos, enquanto os violinos artesanais fabricados em Cremona têm a personalidade do violeiro no seu interior. Isso é muito importante".