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Desvalorização do Kwanza compromete evolução da economia angolana

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Desvalorização do Kwanza compromete evolução da economia angolana
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Durante o primeiro semestre deste ano a moeda angolana registou uma desvalorização de pelo menos 30% face ao Euro.

Uma situação que o economista Alves da Rocha diretor do Centro de Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, considera preocupante por colocar em risco a capacidade de importação de bens e serviços.

Em entrevista à euronews o economista Alves da Rocha disse ainda que quando não há divisas, quando o Banco Nacional de Angola enquanto banco central não tem capacidade de gerar divisas, e de colocar à disposição da economia, cria-se uma situação que dificulta a atração de investidores estrangeiros.

Beatriz Frank empresária Angolana também ouvida pela nossa redação, classifica a situação atual como sendo "asfixiante". Para a empresária o BNA deveria, durante os leilões, alocar divisas para o processo de importação dos pequenos e médios empresários, sendo esta a única forma de evitar o que classifica de morosidade no processo de submissão e tratamento das cartas de crédito.

"Evitamos essa morosidade e espera que se tem verificado, aguardar os leilões, e sabemos que o BNA faz leilões semanais. As nossas cartas têm que ficar no Banco, um mês dois meses e nesse tempo todos nós perdemos, porque o Kwanza desvaloriza todos os dias" refere Beatriz Frank em entrevista à Euronews.

Já o presidente da Associação 25 de Abril em Angola Ludgero Escoval, que representa vários empresários portugueses em Angola, considera que o impacto da paralisação das empresas provocada pela pandemia está a ter um efeito catastrófico para os investidores estrangeiros, empregados e respetivas famílias

"E quando estamos a falar de empresários, eu estou a falar dos empregados que estes empresários também têm, das pessoas e das famílias que estão lá e vivem sérias dificuldades. Imagina se não há atividades os ordenados foram reduzidos ou estão a ser atrasados, o envio de remessas para apoio às famílias está a ser extremamente dificultado. E o galopante salto que teve a desvalorização do Kwanza. Por isso penso que neste momento para alguém mandar mil dólares para a família é preciso um milhão de Kwanzas" disse Ludgero Escoval que também é Decano na Universidade Gregório Semedo em Angola.

Consta igualmente das preocupações da União dos pequenos e médios empresários apresentadas ao Executivo angolano, pela empresária Beatriz Frank enquanto presidente da União de Pequenos e Médios empresários, a alegada ausência de regulação no aluguer dos espaços comerciais.

Beatriz Frank considera um problema gravíssimos os preços praticados, quando comparados ao que é cobrado em cidades como Londres, Nova Iorque e Paris.

Desde março mantém as fronteiras fechadas para voos comerciais, para tentar controlar o aumento de casos positivos da Covid-19 importados. Em entrevista à euronews os empresários colocaram a seguinte questão: até quando vão conseguir manter as empresas em funcionamento gerindo-as via aplicativos como o Zoom skype ou Whatsapp.