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A vida no interior de uma cerca sanitária na Galiza

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A vida no interior de uma cerca sanitária na Galiza
Direitos de autor  Carlos Castro/AP
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A Mariña, na região da Galiza é um dos territórios em que as autoridades estabeleceram uma cerca sanitária por causa de um surto de coronavírus em Espanha. Os 70 mil habitantes desta zona turística costeira da província de Lugo, banhada pelo Mar Cantábrico, voltam a viver restrições.

Nesta praia do município de Ribadeo, uma das mais visitadas de Espanha, a máscara é obrigatória, como em toda A Mariña.

Esta quarta-feira estavam contabilizados 144 casos ativos, depois de serem registados mais 23 novos contágios, a maioria são pessoas assintomáticas ou com sintomas leves, cinco estão hospitalizadas.

Alguns médicos denunciaram, na imprensa local, falta de meios nos serviços de saúde primários para conter o surto.

Ribadeo é uma localidade com 10.000 habitantes na zona oriental de A Mariña. Os poucos turistas que ainda tinha desapareceram depois de no domingo ter sido decretada a cerca sanitária.

"Já se pode observar nas ruas uma solidariedade absoluta, com todo o turismo que desapareceu, na verdade estamos um pouco nervosos", diz Igor, gerente de um bar.

Outro motivo de preocupação são as eleições regionais agendadas para domingo. As dúvidas sobre a evolução do surto geram inquietação entre os vizinhos que já não o vêm como o catalisador económico prometido pelos políticos.

"Eles procuravam transmitir essa tranquilidade, a de que a Galiza era um destino turístico seguro, de que o turismo podia ser bom, e tinham que apostar na Galiza, para reerguer a economia, mas está visto que a pressa não foi a melhor opção", explica Igor.

Os mais jovens passam os dias como podem. Os ajuntamentos estão limitados a um máximo de 10 indivíduos, os bares estão com capacidade reduzida a metade e encerram à meia-noite.