Última hora
This content is not available in your region

À procura de "fumo branco" em Bruxelas

euronews_icons_loading
À procura de "fumo branco" em Bruxelas
Direitos de autor  Olivier Matthys/AP
Tamanho do texto Aa Aa

Depois de três jornadas intensas de reuniões em Bruxelas, mantém-se o impasse entre os líderes europeus em relação ao ambicioso plano de recuperação económica do bloco comunitário à prova de Covid-19.

"Continua a haver um desacordo significativo em relação à real dimensão do pacote de recuperação e em relação a equilíbrio entre subvenções e empréstimos, não obstante os movimentos de ontem e durante a noite", sublinhou o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin.

Em cima da mesa estão propostas de um Fundo de recuperação de 750 mil milhões de euros e de um quadro financeiro plurianual (QFP, 2021-27) na ordem dos 1,07 biliões de euros.

Mas os países do leste europeu opõem-se à vinculação da receção de fundos do orçamento comunitário ao respeito pelo Estado de Direito. Hungria e Polónia têm abertos procedimentos por supostas violações nesta matéria.

Já os países do sul da Europa rejeitam a proposta dos chamados países frugais (Áustria, Dinamarca, Suécia e Países Baixos) de uma quantia reduzida apensa a reformas.

Jack Parrock, Euronews - A realidade desta cimeira europeia é essencialmente a mesma de todas as outras. Cada líder tem de voltar às respetivas capitais nacionais com uma proposta vencedora, que possam vender aos eleitores. Mas este é um caso diferente, por causa da quantidade de dinheiro que está em cima da mesa. As apostas são mais altas do que nunca.

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, é visto como uma força de bloqueio aos planos em cima da mesa. Insiste numa redução da parcela dedicada aos subsídios a fundo perdido para os 350 mil milhões de euros e num mecanismo de travão para a libertação de verbas do fundo de recuperação.

"Em relação à governança do Mecanismo de Recuperação e Resiliência insistiu-se num voto por unanimidade sobre a aprovação de planos nacionais de recuperação. Basicamente, cada Estado-membro teria um direito de veto sobre os planos para despender as verbas por parte de outros Estados-membros", sublinhou, em entrevista à Euronews, Marta Pilati, analista política no European Policy Centre.

Também há falta de consenso sobre como tornar as economias europeias mais verdes neste contexto. Enquanto isso, a pressão por uma solução aumenta.