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Vencedores e vencidos em Bruxelas

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Conselho Europeu
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O acordo entre os 27 países europeus foi considerado um triunfo da negociação e se vários líderes europeus deixaram Bruxelas a cantar vitória, uns tiveram mais motivos para o fazer que outros. Um dos mais exuberantes, como é seu apanágio, foi Viktor Orbán, que se vangloriou de ter conseguido um pacote financeiro relevante, mas sobretudo de ter defendido o orgulho do seu país e de ter mostrado que não pode aceitar que ninguém, especialmente alguém que tenha herdado o estado de direito, critique quem, como ele, luta pela liberdade.

Os quatro "frugais", Países Baixos, Suécia, Áustria e Dinamarca, também tiveram motivos para sorrir. Se é verdade que cederam na questão das subvenções, não é menos verdade que vão beneficiar de um desconto consideravelmente superior nas contribuições para o orçamento comunitário.

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Também os principais beneficiários do Fundo de Recuperação saem de Bruxelas satisfeitos. A Itália receberá 210 mil milhões de euros, ou seja, mais de um quarto dos 750 mil milhões previstos para estimular a economia europeia. Para Portugal seguirão 45 mil milhões de euros.

Angela Merkel e Emmanuel Macron, que se uniram na defesa de um fundo de recuperação para enfrentar a pandemia de covid-19, venceram algumas batalhas mas perderam outras, como a obrigatoriedade de respeitar os valores do Estado de direito para aceder aos pacotes financeiros.

Entre os grandes derrotados, não está ninguém em particular e estão todos, com cortes no orçamento previstos para as políticas ambientais, de saúde e inovação. As cedências possíveis para deixar toda a gente satisfeita após quatro dias de intensas negociações.