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Crise no Desportivo das Aves não é caso único

Desportivo das Aves
Desportivo das Aves   -   Direitos de autor  JOSE COELHO/EPA
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O caminho é incerto na Vila das Aves. Dois anos depois do ponto mais alto em quase noventa anos de história, com a conquista da Taça de Portugal, o clube atravessa uma enorme crise desportiva, financeira e institucional. Os salários em atraso já levaram à saída de dez futebolistas e chegou a estar em risco a presença no último jogo da temporada, em Portimão e decisivo para a equipa da casa. A acontecer seria um duro golpe na credibilidade da Liga portuguesa.

Clube e SAD não se entendem e a pandemia de covid-19 apenas veio complicar uma situação já bastante difícil. Não é caso único na Europa. Em França, o Bordéus também está em guerra aberta com o acionista maioritário. A situação do histórico clube levou milhares de adeptos para a rua e foi tema forte na campanha para as últimas autárquicas. Para já, os girondinos foram salvos por um investimento de última hora mas a administração já avisou que os próximos tempos serão de austeridade.

Parece ser um caminho inevitável no futebol europeu. Mesmo no Barcelona, o clube com a folha salarial mais alta do futebol mundial, a crise se faz sentir e a constelação de estrelas azul-grenat sofreu um corte salarial de 70%.