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Olivia de Havilland faleceu aos 104 anos

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Olivia de Havilland faleceu aos 104 anos
Direitos de autor  Frank Filan/AP
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O cinema perdeu mais uma das referências da sua época áurea. Olivia de Havilland faleceu este domingo, na sua residência, em Paris. Tinha 104 anos.

Segundo a publicista, Lisa Goldberg, morreu de causa natural e pacificamente.

Ficará sempre na memória do público como a doce Melanie de "E Tudo o Vento Levou". Mas a sua carreira foi muito mais. Foi contemplada com dois Óscares: um pelo desempenho no filme "Lágrimas de Mãe" e outro por "A Herdeira".

Protagonizou vários filmes com Errol Flyinn, incluindo a "As Aventuras de Robin dos Bosques".

Ficou ainda conhecida por ter desafiado, com sucesso, o direito de a indústria de Hollywood prolongar o contrato de um ator sem o consentimento. Quando, em 1943, a Warner se recusou a libertá-la no final do seu contrato, por causa dos períodos de "empréstimos" a outros estúdios, Olivia recorreu à justiça, mesmo sem o apoio dos colegas.

Contra todas as expetativas, o juiz comparou a prática do estúdio à escravidão, dando razão à atriz e criando um precedente na defesa dos direitos dos atores. A lei que torna tais práticas ilegais tem o seu nome: "Havilland Decision".

Olivia de Havilland nasceu em Tóquio, a 1 de julho de 1916, filha de pais britânicos - a ex-atriz Lillian Fontaine, conhecida como Lillian Augusta Ruse, e Walter de Havilland, advogado de patentes.

Era a irmã mais mais velha da atriz Joan Fontaine, falecida em 2013, também ela vencedora de um Óscar de Melhor Atriz pelo seu papel em "Suspeita".

As duas foram rivais toda a vida e foram as duas únicas irmãs a serem premiadas com Óscares, em toda a história de Hollywood. O relacionamento das irmãs, marcado pela rivalidade emocional e profissional extrema, valeu-lhe o epíteto de "irmãs-inimigas" do cinema.

Olivia de Havilland casou-se e divorciou-se duas vezes - com o escritor americano Marcus Goodrich (1946-1952) - e com o jornalista francês Pierre Galante (1955-1979). Teve um filho, Benjamin, que morreu em 1991, e uma filha, Gisèle.

Vivia em França desde 1953, país que a agraciou, em 2010, com a Legião de Honra.