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Apple, Facebook, Google e Amazon enfrentam Congresso dos EUA

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Apple, Facebook, Google e Amazon enfrentam Congresso dos EUA
Direitos de autor  Mandel Ngan/AP
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Os presidentes das gigantes tecnológicas Google, Amazon, Facebook e Apple respondem perante um comité judicial no congresso dos Estados Unidos que pretende determinar se acumularam demasiado poder e se a posição dominante impede a livre concorrência.

"Muitas das práticas destas empresas têm efeitos económicos nocivos. Desencorajam o empreendedorismo, destroem postos de trabalho, aumentam preços e diminuem a qualidade. Em termos simples, têm demasiado poder, declara David Cicilline, presidente da subcomissão antimonopólio da Câmara dos Representantes.

Mark Zuckerberg, fundador e diretor executivo do Facebook, defende-se. "Criamos plataformas que permitem a partilha de ideias e debates importantes desenvolvem-se nos nossos serviços. Acredito que no fim de contas contribui para o progresso mas também significa que nos encontramos muitas vezes no meio de profundos desentendimentos sobre questões sociais e eleições cruciais. Pessoalmente, não acredito que as empresas privadas tenham que, sozinhas, tomar decisões tão importantes nessas áreas. No ano passado defendi a necessidade de existir uma nova regulação para a internet", disse.

Mark Zuckerberg, do Facebook, Jeff Bezos, da Amazon, Tim Cook, da Apple e Sundar Pichai, da Google, lutam contra os argumentos do Comité Judicial da Câmara dos Representantes, que investigou durante um ano o impacto destas multinacionais.

"A competição também estabelece padrões de privacidade e segurança. Sempre acreditei que a privacidade é um direito universal e a Google está empenhada em garantir a segurança da sua informação, tratando-a com responsabilidade, colocando-o no controlo e sempre apoiámos a criação de leis federais detalhadas sobre privacidade", diz Sundar Pichai, diretor executivo da Google.

As quatro gigantes arrecadam anualmente cerca de 800 mil milhões de dólares, o que é quase quatro vezes mais o valor do Produto Interno Bruto de Portugal.