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Bruxelas propõe regras comuns para avaliação de risco

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Bruxelas propõe regras comuns para avaliação de risco
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Esta semana a Hungria começou a recusar a entrada de cidadãos estrangeiros no país, incluindo cidadaõs europeus que não residam no país.

A medida foi justificada pelo governo húngaro com o aumento das infeções em muitas partes da Europa.

A Comissâo Europeia receia que outros países sigam o exemplo húngaro.

"Encontramo-nos numa situação em que podemos estar numa zona vermelha, laranja ou verde. Se a minha zona muda de cor entramos numa nova situação. Esta proposta serve para informar os cidadãos, as pessoas têm que saber em que tipo de zona se encontram", afirma a comissária europeia para os assuntos internos, Ylva Johansson.

A comissão propõe a adoção de critérios comuns para quaisquer novas restrições com base na percentagem de casos positivos e o número de testes efetuados.

Um código de cores por toda a União e uma abordagem coordenada para quem chega de uma área de risco elevado.

A presidente da Comissão europeia, Ursula von der Leyen, sublinhou a importância da realização de testes.

"Acreditamos que nenhum cidadão europeu deve ver barrado o acesso a outro país europeu.
Em vez disso, recomendamos o recurso a testes e quarentenas. A realização de testes deve ser a opção preferencial pois facilita as deslocações. Aqui também, as regras para as zonas vermelha, laranja e verde não devem dar margem para erro", afirmou.

A maior parte dos deputados europeus parece apoiar esta proposta.

"Tem que haver uma abordagem coordenada relativamente a Schengen. Estou preocupada se algum outro estado-membro toma a iniciativa sem coordenação que é necessária para a área Schengen funcionar", adianta Lídia Pereira, eurodeputada portuguesa social-democrata.

O editor político da euronews, Darren McCaffrey, acrescenta:

"A Comissão Europeia teve dificuldades em exercer a sua influência na questão das fronteiras e restrições desde o início da crise. No fim de contas, a livre circulação de pessoas é um dos alicerces fundamentais da União Europeia. Trata-se de um teste importante para Bruxelas, a questão é, será que os estados-membros vão ouvir?"