Última hora
This content is not available in your region

Budapeste acolhe Supertaça com espetadores em plena pandemia

euronews_icons_loading
Budapeste acolhe Supertaça com espetadores em plena pandemia
Direitos de autor  AP Photo/Kerstin Joensson
Tamanho do texto Aa Aa

Em Budapeste, está tudo a postos na sede do clube de apoiantes do Bayern Munique para o jogo da Supertaça Europeia, disputada esta quinta-feira no Puskás Arena de Budapeste.

Os ânimos prometem aquecer aqui no combate entre os atuais campeões europeus e o Sevilha, vencedor da Liga Europa.

O chefe do governo da Baviera e o treinador do Bayern condenaram o facto de serem autorizados espetadores no estádio em plena pandemia.

László Mayer, clube de apoiantes do Bayern Munique na Hungria:"Os que regressarem depois à Alemanha enfrentarão certamente uma quarentena. E há muitos testes a respeitar, antes de vir para a Hungria e depois de regressar. Por isso, soubemos que muitos cancelaram as viagens, Penso que só algumas centenas de apoiantes virão."

São autorizadas 20.000 pessoas no estádio, um terço da capacidade total, todas com máscara e respeitando o distanciamento, mas para muitos isso não é suficiente.

"Não penso que um jogo de futebol seja tão importante que não pudesse ser organizado sem espetadores, face à situação atual", afirmava um residente de Budapeste.

Outra dizia: "Não concordo e preferia que não acontecesse. Uma grande multidão é o melhor cenário para que o vírus se espalhe."

Para a UEFA, este primeiro encontro europeu com público desde o início da pandemia serve de "teste" para o eventual regresso dos apoiantes aos estádios.

Mas, com a Hungria a enfrentar uma segunda vaga particularmente significativa da pandemia, a maioria da população parece pensar de que se trata de uma aposta demasiado arriscada.

Ádám Magyar, euronews:"A 17 de junho, quando a UEFA decidiu que Budapeste receberia a Supertaça Europeia, só tinha sido detetado um caso de infeção na Hungria. Durante o verão, terá parecido uma boa ideia organizar o jogo com espetadores, mas a decisão não foi revista apesar do atual pico da pandemia na Hungria."