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Centenas de ecologistas invadem explorações de carvão e gás

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Centenas de ecologistas invadem explorações de carvão e gás
Direitos de autor  ASSOCIATED PRESS (Videostandbild)
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Centenas de ativistas ocuparam este sábado explorações de carvão e gás, na região da Renânia do Norte-Vestfália, no ocidente da Alemanha. A ação fez parte de uma onda de protestos contra a decisão federal de manter a extração e o uso de combustíveis fósseis até 2038.

Os ambientalistas estão contra a decisão do governo de Angela Merkel, aprovada em julho, de permitir a mineração e a combustão de carvão por mais 18 anos, num processo de abandono progressivo do uso do carvão como fonte energética, mas num prazo considerado excessivo pelos ecologistas perante as metas do Acordo de Paris no combate às alterações climáticas.

A decisão do executivo inclui ainda a concessão de subsídios estatais para as regiões e empresas afetadas pelo abandono do carvão.

A organização ambientalista "Ende Gelände", nome que pode ser traduzido de forma informal como "fim do jogo" ou "terrenos esgotados", denuncia haver várias aldeias ameaçadas pelo projeto de expansão da mina de carvão a céu aberto de Garzweiler, da RWE, e garante haver pressão por parte da empresa sobre os residentes.

A polícia foi chamada pela empresa para reprimir as invasões de propriedade e eventuais atos de vandalismo. Terá sido usado gás pimenta pelas autoridades. Alguns dos ativistas acabaram detidos na tentativa de invadir instalações da energética.

Os protestos alargaram-se também a uma central movida a gás perto de Dusseldorf porque os ativistas entendem ser um recurso energético tão nocivo quanto a exploração de carvão quando se tem em conta toda a cadeia de produção e transporte.

Um gasoduto que liga a região da Renânia do Norte-Vestfália aos Países Baixos também foi ocupado pelos manifestantes.

Os diversos protestos ocorridos provocaram congestionamentos nos transportes públicos e em algumas vias de circulação, alertou a polícia local.

Ao protesto da "Ende Galënde" juntou-se também o movimento "Fridays for Future" ("Sextas-feiras pelo Futuro"), que tem na adolescente sueca Greta Thunberg o principal rosto mundial e que tinha voltado aos tradicionais protestos de rua na véspera.