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Suíça diz "sim" à livre circulação com a União Europeia

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Os Suíços disseram "não", com uma larga maioria, à limitação da imigração europeia e ao fim da livre circulação entre a Suíça e a UE.

A direita populista, que estima que a Suíça tem uma imigração descontrolada e que os empregos dos suíços estão ameaçados, queria pôr fim ao acordo de livre circulação de pessoas, assinado entre Berna e Bruxelas em 1999.

Mas a União Democrática do Centro (UDC) está sozinha neste combate. Os outros partidos e os meios económicos defendem a abertura das fronteiras com o parceiro comercial mais importante da Suíça e as regiões fronteiriças dependem fortemente da mão-de-obra proveniente dos países vizinhos.

Limitações à contratação de estrangeiros

Há seis anos os suíços aprovaram, com uma curta maioria, a primeira iniciativa popular da UDC para a imposição de quotas de migrantes, sobretudo europeus. Temendo as represálias de Bruxelas, o governo de Berna arredondou os ângulos ao projeto legislativo e o parlamento aprovou, em 2016, uma lei que dá preferência nacional ao emprego e exige formalidades suplementares as empregadores que contratem trabalhadores de outros países europeus.

Licença de paternidade

A consulta deste domingo era também sobre a licença de paternidade. Os eleitores helvéticos disseram claramente "sim" à licença de paternidade de duas semanas.

O parlamento tinha adotado a medida há um ano, mas os populares, os liberais e os democratas cristãos quiseram referendá-la, por considerarem o custo incomportável para as empresas.

Na Suíça, até agora, os pais não tinham qualquer direito ligado ao nascimento dos filhos.