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Espectadores da Taça do Mundo de Esqui homenageiam vítimas de Crans-Montana

Espectadores da Taça do Mundo de Esqui homenageiam vítimas de Crans-Montana
Espectadores da Taça do Mundo de Esqui homenageiam vítimas de Crans-Montana Direitos de autor  Alessandro Della Valle/ KEYSTONE / ALESSANDRO DELLA VALLE
Direitos de autor Alessandro Della Valle/ KEYSTONE / ALESSANDRO DELLA VALLE
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Foi também colocada, nos painéis publicitários do evento, uma inscrição em memória das vítimas do incêndio que teve lugar no bar Le Constellation, no Ano Novo.

Os espectadores da Taça do Mundo de Esqui, em Crans-Montana, fizeram um minuto de silêncio para homenagear as vítimas do incêndio que tirou dezenas de vidas, no bar Le Constellation, durante as comemorações de Ano Novo.

Foi também colocada, nos painéis publicitários do evento, uma inscrição em memória das vítimas. Há registo de 40 mortos e 116 feridos na sequência do incidente.

Jacques e Jessica Moretti, os proprietários franceses do bar suíço, são suspeitos dos crimes de homicídio por negligência, incêndio por negligência e lesões corporais por negligência.

Os investigadores acreditam que velas cintilantes, colocadas no topo de garrafas de champanhe, terão provocado o incêndio ao aproximarem-se demasiado do teto, equipado com material à prova de som.

As autoridades estão a averiguar se esse material estava em conformidade com os regulamentos e se as velas eram permitidas no bar.

Jacques Moretti tinha sido detido num primeiro momento, por existir um alegado risco de fuga, mas um tribunal de Sion ordenou entretanto a sua libertação, na sequência do pagamento, por parte de um amigo próximo que quis manter o anonimato, de uma fiança de 200 mil francos suíços.

De acordo com a fundamentação do tribunal, a decisão foi tomada após uma nova avaliação do risco de fuga e após ter sido examinada a origem dos fundos e a natureza da relação entre o arguido e o fiador.

Embora a procuradoria-geral do cantão de Valais tenha solicitado a imposição de uma pulseira eletrónica, os juízes não a consideraram necessária, aplicando, em vez disso, o equivalente local ao termo de identidade e residência (TIR).

Moretti ficou obrigado a apresentar-se diariamente numa esquadra da polícia, sendo que não poderá abandonar o território suíço e teria de depositar todos os documentos de identidade e de residência junto do Ministério Público.

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