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Vacinação contra a gripe arranca em França

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Vacinação contra a gripe arranca em França
Direitos de autor  Keith Birmingham/ 2020, Pasadena Star-News/SCNG
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Cedric Bernard é um dos primeiros pacientes a serem vacinados contra a gripe, este ano. Em França, a campanha de vacinação começa esta terça-feira mas para ele, comissário de bordo, é recomendada.

O farmacêutico pode administrar as vacinas se existir um atestado a confirmar que o recetor pertence a grupos de risco. Bernard diz que se vacina sempre desde há cinco anos e que é uma prevenção muito eficaz.

Apesar de recomendada, a taxa desta vacinação tem estado em declínio, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, devido a falta de confiança, perceção de inutilidade, pouca recomendação das autoridades e mesmo falta de meios.

Num ano de pandemia, o farmacêutico de Cedric Bernard, considera que os pacientes estão mais ansiosos para serem vacinados. "Este ano tenho a impressão que os pacientes estão ansiosos para tomarem a sua vacina. Têm vindo mais cedo e, mesmo, reservado a dose. Em todo o caso, gostaria de assegurar que serão servidos a tempo", explica Xavier Bonnet.

Quanto aos níveis de imunização, em França e na Europa a taxa é considerada baixa

O objetivo estabelecido pelo conselho europeu é o de vacinar pelo menos 75 % dos idosos e da população em risco. Mas o objetivo está longe de ser alcançado. No ano passado em França, metade da população com mais de 65 anos foi vacinada.

O mesmo acontece no resto da Europa, com uma média de 43% para estas populações. Entre 2016 e 2018, quase 75% das pessoas deste grupo etário no Reino Unido foram vacinadas, em Espanha e Itália a vacinação ficou abaixo dos 50%. Na Polónia apenas 7%.

Este outono o coronavirus está a por à prova as unidades de saúde, as hospitalizações podem agravar-se e as autoridades reforçaram a campanha de vacinação contra a gripe para tentar evitar a afluência aos hospitais.

Anne-Marie Durand, diretor da autoridades regional de saúde do departamento Auvergne-Rhône-Alpes, diz que "há um interesse em evitar, bom em primeiro lugar, prevenir que as pessoas fiquem doentes e depois, de facto, evitar o recurso ao sistema de saúde em geral, ambulatório e também das hospitalizações, para contribuir para a eficácia dos tratamentos.

A Academia Nacional de Medicina francesa considera que a vacinação contra gripe deve ser obrigatória para todos os profissionais de saúde. Mas no último ano em França, apenas um terços dos médicos e enfermeiros vacinou-se.