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França em confinamento

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França em confinamento
Direitos de autor  Thibault Camus/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
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São as últimas horas antes do confinamento. Em Lyon, Frédéric Fass, proprietário de um restaurante, é forçado a fechar as portas, pela segunda vez este ano. As novas restrições contra a Covid-19, agora em vigor em toda a França, devem prolongar-se por, pelo menos, quatro semanas e deixam Frederic com uma questão: como sobreviver enquanto o seu volume de negócios já baixou 40% este ano.

"Esta pergunta surge sempre na minha cabeça, creio que não se consegue ver através da máscara, mas quase já não durmo. Por agora, não preciso de comprimidos, mas não estou longe desse ponto, porque continuo a pensar em como me reinventar, para onde vamos e como salvar os empregos dos meus 11 empregados. Isso é o mais importante..."

Não há outra opção a não ser voltar ao confinamento, afirmou o presidente Emmanuel Macron. Estima-se que a capacidade total das unidades de cuidados intensivos seja atingida em meados de novembro. Restaurantes, bares e empresas não essenciais devem fechar, mas esta quinta-feira, as ruas de Lyon permaneciam cheias.

No entanto, os franceses parecem compreender a necessidade de impor novas medidas para combater a pandemia causada pelo novo coronavírus.

Uma lionesa afirma que: "Nós, os franceses, somos muito casmurros. Queremos fazer o que nos apetece e depois resmungamos porque somos colocados em confinamento. Penso que outros países têm sido mais cumpridores das medidas e têm sido capazes de limitar o surto melhor do que nós".

"Somos todos responsáveis, especialmente os jovens, uma vez que nos encontrámos depois 21, incluindo eu. Agora estamos a levar uma bofetada e penso que isto é como um castigo", conclui outra.

Desta vez, o confinamento será ligeiramente diferente. As escolas permanecerão abertas, assim como os mercados, no entanto, o teletrabalho terá de ser implementado sempre que possível.

"Os impactos nas atividades sociais e nas empresas estão na cabeça de todos, mas o Governo francês disse que fará o que for preciso para ajudar as empresas, por exemplo financiando o desemprego parcial, mas também ajudando as pequenas empresas e os trabalhadores independentes. Este plano pode custar, pelo menos, 20 mil milhões de euros ao Estado", relata o jornalista da euronews Guillaume Petit.