Última hora
This content is not available in your region

Europa não pode ficar à espera de Biden

euronews_icons_loading
Europa não pode ficar à espera de Biden
Direitos de autor  Matt Rourke/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
Tamanho do texto Aa Aa

De Joe Biden uma boa parte da comunidade internacional, Europa incluída, espera-se mais mas é preciso manter os "pés assentes na terra". Se o presidente eleito se comprometeu, antes mesmo de vencer as eleições, a voltar a assinar o Acordo de Paris, e se é certo o fim da tensão vivida entre a União Europeia e a administração Trump, a verdade é que os interesses dos EUA estarão sempre em primeiro lugar.

"Os europeus têm de ser cautelosos. Mesmo com um governo Biden ele ainda vai colocar os interesses americanos em primeiro lugar".
Hall Gardner
Professor de Política Internacional da Universidade Americana de Paris

Hall Gardner, professor de Política Internacional, explica que Joe Biden não defenderá os interesses dos EUA "__da mesma forma que Trump". Mas deixa um aviso à Europa: "__a Europa precisa de trabalhar para ter uma defesa mais forte, precisa de unificar-se, de ter um núcleo franco-alemão, realmente, a liderar o caminho para uma maior unidade europeia", explica o professor.

A postura de Biden e de Trump face às instituições internacionais é muito diferente, o atual chefe de EUA chegou mesmo a abandonar a Organização Mundial de Saúde e a UNESCO, mas a Europa precisa de agir, mesmo com Biden.

Jamie Shea, ex-vice-secretário assistente da NATO expica que os europeus não devem esperar pelo dia 20 de janeiro, o da tomada de posse do próximo presidente dos EUA, mas devem apresentar, no período de transição, "ideias sobre como ajudar os Estados Unidos a resolver alguns dos problemas internacionais mais urgentes, problemas de segurança. Portanto, por um lado, Biden vai envolver-se, totalmente, com a NATO mas, por outro lado, ele vai esperar que os europeus façam mais".

Na NATO Trump defendeu um aumento do investimento na Defesa, por parte dos seus parceiros daquela a que chegou a apelidar de "obsoleta", a Aliança Atlântica. De Biden espera-se uma postura mais diplomática, mais conciliadora e de reconstrução das relações crispadas e quebradas pelo atual ocupante da Casa Branca.