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Bataclan: Reconstituição de um dia que França jamais esquecerá

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Bataclan: Reconstituição de um dia que França jamais esquecerá
Direitos de autor  Jacques Brinon/Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved.
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A 13 de novembro de 2015 o grupo terrorista Estado Islâmico ataca França. Um primeiro golpe é desferido em Saint-Denis. No Stade de France joga-se um desafio de futebol amigável entre a França e a Alemanha na presença de milhares de espetadores, incluindo o Presidente François Hollande.

Os seguranças do recinto barram o acesso de três homens, dois iraquianos e um belga, ao estádio. Nos 53 minutos seguintes ao apito de início da partida os três terroristas fazem-se explodir perto da porta D, da porta H e depois na Rua de la Cokerie, a 500 metros dos primeiros rebentamentos. Uma pessoa morre.

Quase em simultâneo, um segundo grupo terrorista, com nacionalidade francesa, parte ao assalto em diversas ruas perto do 10 e do 11 primeiros bairros de paris. Disparam indiscriminadamente contra esplanadas, cafés e restaurantes.

Entre eles o bar Le Carillon e o restaurante Petit Cambodge. Um pouco mais longe, a esplanada do restaurante Casa Nostra é também alv ejada. Seguem-se depois o La Belle Equipe e o Voltaire. Dois terroristas põem-se em fuga, um outro faz-se explodir.

Mas o golpe mais duro e mais longo ainda estava para vir. Às 21h40, uma terceira equipa de terroristas suicidas, com armas de guerra, entra na celebre sala de espetáculos de Paris "Bataclan" e começa a disparar sobre o público que assistia ao concerto do grupo americano de rock, "Eagles of Death Metal". Vinte minutos de terror, seguidos de tomada de reféns.

O assalto das forças da ordem coloca um ponto final no banho de sangue. Os jihadistas são abatidos.

Um comunicado do Daesh e também da policia deixam entender que um outro ataque estaria eminente no décimo oitavo bairro. Um atentado suicida estaria programado para acontecer no centro financeiro de Paris, a La Défense.

130 mortos e 413 feridos.

Cinco anos depois, 20 suspeitos de implicação nos ataques preparam-se para ser julgados. 14 estão detidas, seis encontram-se em paradeiro desconhecido.

O processo deverá começar no início do próximo ano e irá durar vários meses, se não houver adiamentos devido à Covid-19.